terça-feira, 24 de junho de 2008

Pela fé, não pela visão

Andamos por fé, e não pelo que vemos. 2 Coríntios 5.7

Sou a única pessoa a cuidar de minha mãe, que tem 86 anos e é cega. Ao longo do tempo, ela aprendeu a confiar completamente em mim, segura em meu amor e atenção. Consciente de suas limitações, ela segue-me confiantemente, por vezes apóia-se em meu braço e meus olhos para ajudar-me a compreender o que minha mãe vivência. Sem minha visão, as tarefas diárias tornam-se extremamente difíceis. Qualquer atividade exige paciência, concentração e determinação.

Espiritualmente, podemos seguir a Deus da mesma maneira que minha mãe segue-me, guiados pela Sua Palavra, a Biblía. Ela esta cheia de promessas e exemplos do amor que Deus nos tem mostrado. Quando confiamos em Deus amoroso e atencioso, que caminha ao nosso lado, não precisamos ver e saber tudo sobre o nosso entorno. Embora não possamos identificar os obstáculos à frente, podemos estar seguros de que nosso Deus nos ama, é confiável e sempre estará conosco.

Podemos confiar na condução de Deus, embora não possamos ver o caminho adiante.

Vamos orar pelas pessoas portadora de deficiência visual.

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Nossos Parabéns aniversariantes da semana


Segunda feira – dia 23 de Junho

Angelita Maria vieira Sante

Terça-feira dia 24 de Junho

João Reginaldo Sita

Quarta-feira – dia 25 de Junho

Cleuza Aparecida Zambonine

Quinta-feira - dia 26 de Junho

Miguel Lioggi Netto

Sexta-feira - dia 27 de Junho

Andréia Brumatti

Sábado - dia 28 de Junho

Karina Aparecida Cardoso

Fé - Abraão João


Abraão não fez quase nada além de andar e andar. No entanto, foi o pai da fé; e o inaugurador da densidade histórica de uma Era que persistirá até o tempo de todas as consumações.

Abraão, no entanto, não curou doente alguém; não parou o sol; não abriu mar e rios; não fez fogo cair do céu aos olhos de ninguém; não teve nem mesmo os “expedientes” de Jacó ante o sogro; não adivinhava no copo como José; não foi forte como Sansão; não fez a proeza de Gideão; não tomou cidades como Josué; não ressuscitou mortos, como Elias e Eliseu; não foi poético e profético como Isaías; não foi sábio como Daniel; e não fez nenhum prodígio ou mostrou qualquer que fosse o sinal, especialmente ante os homens; no entanto, ainda assim, foi o pai da fé.

Abraão foi o pai da fé não por suas virtudes, pois, ante Daniel, Elias, Eliseu e Oséias, Abraão era um “João ninguém”.

Abraão foi o pai da fé em razão de obedecer a Voz, na solidão, sem sinal, sem evidencia, e até contra toda razão: “Vai e mata o teu filho para mim!”

Abraão foi o pai da fé porque creu que Deus era Justo e Justificador de todo aquele que Nele crê; e também porque cria na Palavra de Deus de tal forma que se Deus disse que de seu filho, Isaque, viria toda a descendência da Promessa para ele, Abraão; então, se a ordem era matar o filho, Isaque, certamente o seria porque Deus tem o poder de ressuscitar dos mortos; posto que a Palavra de Deus e Suas Promessas não poderiam falhar — assim ele cria; conforme a interpretação de Paulo escrevendo aos Romanos.

Abraão foi o pai da fé porque creu que na sua fraqueza humana Deus era poderoso para realizar todos os impossíveis dos homens!

Abraão foi o pai da fé porque creu desde as entranhas, e deixou tudo para trás; e, como um louco, seguiu o invisível, o imponderável e o Não-Evidente.

Dê o que tem

Dai e dar-se-vos-á; porque com a medida com que tiverdes medido vos medirão também. Lucas 6.38

Depois de ler meu devocional, certa manhã, folheei as paginas da revista. Notei que seus escritores vivem pelo mundo todo, não apenas nos Estados Unidos.

O que realmente me tocou foi o fato de haver tantas pessoas ao redor do mundo com algo para dar. Podem ser estudantes, professores, pais ou mães, a lista poderia continuar eternamente, oferecendo o que tem e contando duas histórias de fé.

Isto levou-me a perguntar se estou dando o que tenho para dar. Estou partilhando minha fé em palavras e atos? Com Cristo a meu lado, não preciso hesitar; posso oferecer o que Ele me deu para dar.
Seja tempo, dinheiro, bens, ou palavras de fé e encorajamento, todos nós temos algo a dar que pode ser precisamente a diferença no modo como transcorre o dia de alguém, ou mesmo sua vida.

Deus só pode abençoar as pessoas pelos nossos dons se os partilharmos.


Vamos orar pelas pessoas que não conseguem identificar seus dons.

sábado, 21 de junho de 2008

Genios Insensatos, burros sábios


Nós somos o que cremos. E o normal é que se fale, se pense e se viva conforme se creia.

“Eu cri, por isso é que falei. Também nós cremos, por isto é que falamos”.

Tem gente que pensa que a qualidade do pensar é determinada pela inteligência. Mas não é assim. Inteligência apenas determina sistemas lógicos, mas não a qualidade do pensar.

A qualidade do pensar é determinada pela fé mediante a qual a pessoa enxerga a existência.

Assim, pode-se ser um gênio e capaz de inventar coisas extraordinárias. Entretanto, ainda assim, ter uma qualidade de pensar insensata.

O que qualifica o pensar não é a inteligência, mas sim a sabedoria!

Ora, sabedoria nada tem a ver com inteligência, mas com gratidão amorosa e reverente para com Deus: o sentido da vida!

A qualidade do pensamento é diretamente vinculada à sua capacidade de ver a realidade e a ela atribuir significados e valores certos.

Alias, quando Jesus disse que “os filhos das trevas são mais hábeis em sua própria geração do que os filhos da luz”, Ele determinava que inteligência, rapidez de raciocínio e genialidade não necessariamente têm a ver com lucidez — luz.

A questão não é ver. A questão é o que fazer ante o que se vê.

O sábio vê o mal e dele se esconde.

O insensato vê o mal e o interpreta como uma oportunidade.

Ambos viram e vêem o mal. Porém, sob a camada do ver, em cada um dos dois — sábio e insensato — existe um olhar que nada tem a ver com o fato da pessoa ser um gênio ou um burro.

Há muitos gênios insensatos e há muitos burros sensatos!

Dois homens vêem uma maravilha da criação. Um deles não se ama, não se vê como tendo significado em relação aos demais seres humanos, e também sem nenhuma vontade de a eles servir pelo amor, mas, talvez, apenas pela chance de ter poder — e olhará para a maravilha que diante dele está, e poderá pensar: “Veio do nada, do acaso, dos dês-sentido”. Afinal, quem verá sentido em qualquer coisa se não o vir antes em si mesmo e em sua própria existência?

Já o outro homem a tudo vê com amor grato e reverente, enxergando sentido até na morte, até na dor, até no até...; e, por isso, diz: “Que maravilha! Eu e ela somos filhos do mesmo amor!”

Ora, tal homem não viverá no mesmo mundo do outro observador da maravilha, mesmo que estejam perfilados vendo a mesma coisa estupenda!

Quando o salmo diz “na Tua luz vemos a luz”, afirma que existe o que vemos, mas que isto é determinado pelo como e mediante o que vemos tudo, até a própria luz.

Quando se diz que Jesus seria objeto de contradição, se afirma também a mesma coisa, pois, o mesmo Jesus, visto em amor, é o Salvador; porém, visto sem amor, é apenas uma miragem buscando ser real, mas sendo vencida pelas forças do mundo real.

Ora, se meu pensar é determinado pelo meu crer essencial, o qual se vincula ao meu ver-sentir com ou sem amor e gratidão a existência [a partir da minha própria] — então, é sensato afirmar que a qualidade do crer que designará a qualidade do pensar, é equivalente ao vinculo que o crer tenha ao amar; pois, sem amor, não existe sensatez em nenhum olhar para si mesmo e para a existência.

A tentação do gênio, do filosofo, do cientista ou do vaidoso intelectual, é sucumbir à falácia de pensar que se pensa com o pensamento, esquecidos de que se pensa essencialmente com o coração, até quando alguém nega ter um.

Não existe razão pura entre os homens, mas apenas certa pureza de amor que qualifica certa pureza de pensar.

E tanto mais quanto o ver-pensar essencial seja definido pela fé que atua pelo amor, tanto mais limpo em sensatez será o olhar humano — seja o do gênio ou até mesmo o do burro.

Pense nisso!

Dividindo as águas

Porque o Senhor, vosso Deus, fez secar as águas do Jordão diante de vós até que passásseis, para que todos os povos da terra conheçam que a mão do Senhor é forte; a fim de que temais ao Senhor, vosso Deus, todos os dias. Josué 4.23-24

Sempre pensei que meu ultimo semestre no seminário seria um tempo de regozijo pelo que havia conquistado, mas parecia me trazer mais aflição do que alegria. Não fazia do que iria fazer depois da graduação.

Naquele semestre, comecei a ler o livro de Josué. O capítulo 4 chamou minha atenção, especialmente os versículos de 10 a 24. A perspectiva de um fruto radicalmente diferente estava deixando o povo israelita angustiado e insegura. Imaginava que minha situação assemelhava-se à deles. Compreendi então, que assim como Deus abrira a passagem par Israel atravessar o rio Jordão, Ele abriria um caminho para mim. Talvez não conseguisse vê-la, mas ela estaria ali. Dependeria de Deus revela-la a mim.

Depois que Deus separou as águas do Jordão, aos israelitas viram que serviam a um Deus de força, gloria e poder, Este mesmo Deus não nos deixará abandonados a margem da agua. Ele pode abrir um caminho. mesmo quando não o enxergamos. Deus dividira as águas dos rios de nossas vidas para nós. Esta é a natureza do Seu poder e amor.

Deus pode fazer um caminho mesmo quando não enxergamos um.

Vamos orar pelas pessoas que estão estudando.

sexta-feira, 20 de junho de 2008

UM DIA COMO HOJE COM O SALMO


Senhor, meu coração está diante de Ti e Tu conheces todos os meus pensamentos, sentimentos e intenções.

Em Tua presença sou como um cristal sem jaça apenas porque o Teu olhar traspassa a pederneira na qual me tornei desde o pó da constituição de minha fraqueza.

Sou pecado e sou pecador. De Ti depende a minha vida; e a soma dos meus dias está definida em Tuas mãos.

Agrada-Te de mim, pois, além de Ti quem de mim se agradará?

Com um propósito vim a esta vida. Não deixa que me vá antes de cumprir aquilo para o que me designaste.

Tu és a minha sorte e o meu alento. A quem mais tenho além de Ti?

Hoje meu coração está triste. Quem me alegrará senão Tu mesmo ó Senhor?

Dá-me a Tua alegria, pois é dela que vive a minha alma.

Dá-me uma nova canção e cerca-me daqueles que amam a esperança de Tua vinda assim como por ela eu almejo.

Salva a minha alma dos trabalhos que não me deste e resgata o meu ser de tudo o que não for obra Tua.

Enquanto isto olharei para as Tuas mãos como um servo olha para os menores gestos das mãos de seu senhor.

Permite-me provar gozo e alegria com os que em Teu nome esperam e se alegram.

Livra-me das batalhas que não lutas e dos debates que não incitas.

Quero economizar fôlego para aquilo que Tu chamas de Bom Combate.

Ajuda-me a completar a carreira e guardar a fé.

Em Ti repousa toda a minha confiança.

Somente em Tua Luz posso ver a Luz.

Assim, me salva das luzes que não iluminam e dos poderes que não constroem.

Edifica em mim a Tua plena habitação.

Quero ser o Teu Betel.

Sou Tua casa Senhor.

Faz em mim o Teu pouso e o Teu ninho, assim como em Tua misericórdia tenho posto meu pouso e meu ninho.

Morarei em Tua casa. Habita em minha morada aqui.

Somente tu és o meu amigo!