segunda-feira, 4 de agosto de 2008

O Porão fechado

Àquele que é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos, ou pensamos, conforme o seu poder que opera em nós, a ele seja a glória. Efésios 3.20-21


 

Quando eu e um amigo nos aproximamos da entrada do acampamento, notamos que o portão estava fechado e acorrentado. Paramos o carro e ficamos pensando no que fazer. Buzinamos, mas ninguém apareceu. Tocamos a campainha, mas nada aconteceu. Tentamos telefonar para o zelador, mas ninguém atendeu. Depois de dez minutos, começamos a ficar frustrados enquanto o sol quente sul-africano subia pelo céu. Meu amigo foi novamente até o portão e mexeu no cadeado. Para sua surpresa, a corrente não estava presa com o cadeado! Abrimos o portão com facilidade e entramos no recinto, rindo muito de nossa tolice. Ao longo de nossas vidas, encontramos muitas portas fechadas, caminhos barrados e janelas cerradas. Mas às vezes assumimos que estão completamente fechados e nem sequer tentamos abri-los. Em vez disso, como meu amigo e eu naquele dia de verão, nos preocupamos, nos afligimos e suamos! A verdade é que temos o Espírito de Deus dentro de nós. Quando somos suficientemente ousados para tentar fazer o que ele pede de nós, com Sua ajuda, encontraremos portões escancarados, passagens livres e janelas bem abertas.


 


Por meio do poder do Espírito Santo, podemos fazer muito mais do que imaginamos.


 

Oremos por aqueles que estão diante de portas fechadas.

sábado, 2 de agosto de 2008

Melhor Governo

Pela justiça tudo se governa. Pela sabedoria se conduz a muitos e diferentes. Mas é pelo onipotente poder que até parece ser um não-agir, que é conduzida toda a Criação. Donde se pode saber que é assim? Ora, as Escrituras dizem que tal percepção é auto-evidente. E nosso coração confirma tal testemunho.

O caminho da complicação é a vereda das muitas leis, pois quanto mais leis existem, tanto mais o povo empobrece. Destrói-se toda a ordem quanto mais os homens procuram os seus interesses pessoais. As guerras acontecem porque os homens só pensam em si mesmos.

Governantes populistas e legalistas fazem mal a qualquer povo. Com um olho por um olho, e um dente por um dente, a Terra toda se tornará cega e desdentada. Abunda a violência quando os homens só pensam em si mesmos. Aumenta como aumentam as baratas, os ladrões, os corruptos e os salteadores quando o governo só confia em leis e decretos para manter a ordem. Se os governantes deixassem, logo se veria que por si mesma prospera a vida na sociedade. Deixado livre qualquer povo encontra o seu caminho.

Sabendo disto, o homem de visão diz: Não me meto. Mantenho-me imparcial. Deixo os mortos enterrarem os mortos. Creio no caminho natural da vida. Não me meto em conchavos, pois creio que por si mesma floresce a ordem da vida. Busco não ser governado por desejos pessoais, pois sei que quem apenas busca o Reino, é seguido por bondade e justiça, e a esse todas as coisas são acrescentadas conforme a fé.

Para quem vai votar: Um governo que governa e realiza sem alarde, tanto mais não apareça, tanto mais fará o povo feliz. Um governo governa pela força de determinações sempre faz qualquer povo infeliz. Para quem tem medo de errar: Desordem reveza com ordem, erros sucedem a verdades.

Para quem almeja um caminho forte na fraqueza: O homem de Deus é retilíneo por índole, mas não fere ninguém. É intangível para quem tenta pegá-lo. Mas não é inatingível para quem o busca de bom coração. É intransigente, mas não é intolerante. É brilhante, mas não é ofuscante.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Mais Amor...

"Ainda que eu fale a língua dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o bronze que soa ou como címbalo que retine.

Ainda que eu tenha o dom de profetizar e conheça todos os mistérios e toda a ciência; ainda que eu tenha tamanha fé ao ponto de transportar montes, se não tiver amor, nada serei.

E ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres, e ainda que eu entregue o meu próprio corpo para ser queimado, se não tiver amor, nada disso me aproveitará.

O amor é paciente, é benigno, o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente mal; não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade; tudo sofre tudo crê, tudo espera, tudo suporta."

O amor jamais acaba; mas havendo profecias, desaparecerão; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, passará; porque em parte conhecemos, e em parte profetizamos.

Quando, porém, vier o que é perfeito, então o que é em parte será aniquilado.

Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, pensava como menino; quando cheguei a ser homem desisti das coisas próprias de menino.

Porque agora, vemos como espelho, obscuramente, então verá face a face; agora conheço em parte, então conhecerei também como sou conhecido.

Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três: porém, o maior destes é o amor."

O Melhor Caminho, porque Paulo falando aos crentes, aos que já estavam no caminho, aos que já conheciam a Jesus, aos que se dirigiam à vida eterna, diz que no caminho há uma

Alternativa sobremodo excelente, o caminho do amor.

É possível viver no caminho de Jesus, no caminho do céu, onde não encontramos este filete estreito; não achamos as pegadas, as pisadas, os passos de o amor no caminhar e na vida cristã.

A palavra que aparece, que sobeja, que Paulo esbanja que o Espírito Santo usa e, no sentimento mais reverente do termo, abusa neste texto é a palavra Ágape, a palavra amor.

Palavra esta, que os cristãos se apossaram; palavra que antes de Jesus Cristo ter vindo a este mundo, antes do Espírito Santo ter derramado-se como aconteceu sobre

O povo de Deus, não tinha no grego clássico e técnico, a conotação que os cristãos com suas vidas emprestaram; imprimiram e imputaram a esta palavra.

Ágape não era a forma mais extraordinária de sentir-se, de se amar. No mundo grego era uma das formas de se falar em amor. Mas agora os cristãos que foram possuídos por algo tão sublime, tão divino, resolveram transformar aquela palavra que soava como outras, numa palavra com um peso diferente; com conotação diferente, com sentido diferente, com conteúdo estranho e diferente, desconhecido para o mundo grego e para todo o resto.

Dessa forma, a palavra Ágape passou a ser termo para definir, para descrever dois tipos de lições tremendas.

Em primeiro lugar, trazia uma nova idéia. Antes, amor era um sentimento por alguma pessoa, pela melhor das pessoas. Quanto melhor, quanto mais elevada, quanto mais querida fosse aquela pessoa em relação as mesquinhez da própria vida, mais digna de amor seria.

Mas agora se introduz no cenário do sentir outra idéia, outro conceito, estranho ao primeiro citado.

Amor não é aquilo que se destina aos melhores. Amor não cresce na medida em que cresce o objeto amado. Ao contrário, quanto maior é o amor, tanto menor é o objeto ao qual ele se dirige. Maior é o amor quanto mais destituídas de virtudes são as pessoas as quais ele se direciona. Maior é o amor, se consegue ser amor para párias, ser amor para as prostitutas, se consegue amar os não amados, se consegue querer os não queridos, se consegue viver com pessoas impossíveis de se conviver.

Vem Jesus, vem o Espírito Santo, vem a Igreja e transforma o sentido desta palavra. Emprestou-lhe uma nova idéia e fez da cruz de Jesus a afirmação maior deste amor. Da cru onde Deus ama aqueles que os homens não amam, onde Deus ama os que não se amam a si mesmo, onde Deus ama os que não merecem amor, onde o amor de Deus é Ágape.

É na cruz que nasce o Ágape. É na cruz que nasce o amor. E é por causa da cruz que essa nova idéia brota nesta terra deserta onde dantes só nasciam espinhos, que floresce esta realidade maravilhosa de que o amor é possível porque o madeiro da cruz floresceu neste Ágape, nesta vida, nesta capacidade de sentir por aqueles aos quais ninguém sentia nada.

Em segundo lugar, a Igreja emprestou a esta palavra não apenas uma nova idéia, mas com ela construiu a teologia de um novo homem.

Olhem queridos, com esta palavra nascem homens novos, nascem mulheres novas, nascem homens e mulheres que querem ser e que com a graça de Deus podem ser miniaturas de Deus na face da terra. Gente que verá a vida como Deus a vê. Pessoas que amarão os homens com a qualidade do amor com a qual Deus nos ama.

Ágape não introduz apenas uma nova idéia, mas introduz um novo homem neste mundo velho e cansado pelo ódio, desavenças, pela tirania do egoísmo humano.

A partir daí, Paulo, que vem falando aos Coríntios num contexto de dons espirituais, apanha a qualidade do Ágape, do amor, e o compara com os dons, com o frenesi dos dons. Lá estavam os Coríntios empolgados com a capacidade de falar em línguas, de profetizarem, com os dons do conhecimento, com os doutoramentos espirituais que juntavam no aquinhoamento dos carismas do espírito, com a fé que removia montanhas, com a capacidade de operar milagres.

Então vem Paulo e em primeiro lugar diz: o amor é maior que os dons. E diz isto entre os versos 1 e 3. Inicia dizendo que o melhor discurso sem amor, é apenas barulho. Que o falar em línguas, sejam dos anjos ou dos homens, sem o amor, é como metal que retine. Para Deus é isto! É lata batendo!

Toda vez eu me pergunto Senhor, como ouves a minha voz? Como ela chega a Ti? É barulho ou é voz? Porque se não houver amor, é sino batendo que incomoda o ouvido de Deus. O melhor discurso é apenas barulho.

Paulo diz que o importante não é dizer, é fazer, é ser, é amar. Os feitos poderosos sem amor podem fazer muito pelos outros, mas não fazem nada por nós mesmos, é o que diz o verso 2.

Você pode ter a capacidade de profetizar, de dizer: "Assim diz o Senhor...", de falar uma palavra de Deus, mas se não tiver amor ele diz que você é vazio, não é absolutamente nada.

Pode ter conhecimento, uma mente agigantada, pode ser um enciclopédico, biblicamente falando, pode saber de tudo e de todos. Sem amor você é o éter, você é oco, prá Deus você não tem conteúdo.

Pode ter fé prodigiosa de tanta substância, que seja mais poderosa do que as montanhas. Pode até dizer aos montes: - Sai daqui, vai prá acolá! Eles podem até obedecer a você. Mas sem amor, Deus olha prá você e diz: - A substância da sua fé para mim é um vazio. Ela tem poder para renovar montes, mas aos meus olhos eu nem o enxergo. Sem amor tudo é vácuo, é nada, não vejo nada em ti.

Olhem queridos, ele diz que os atos de misericórdia, de dedicação, sem amor, são consumidos sem benefício para nós, tanto quanto nós demos, diz o verso 3.

Ainda que você dê pão aos pobres, ainda que venda todo o seu patrimônio (e a idéia no grego é que alguém se desfez do seu dinheiro e agora comprou comida e se transformou numa espécie de Madre Tereza de Calcutá na esquina da vida) e saia dando pão prá todo mundo; pão, pão, pão. Até que você mesmo ficou pobre, deu tanto que empobreceu. Mas se não tiver amor, como ele diz: Nada disso aproveitará.

Assim como gastou seu dinheiro, terá gastos em vão porque sem amor não fica nada.

Sem amor você empobreceu espiritualmente tanto quanto empobreceu economicamente.

Ter a fidelidade de Sadraque, Mesaque e Abedenego, sem amor, não adianta nada. Dar o Próprio corpo para ser queimado, ser fiel como eles foram ter a ortodoxia, pragmatismo, não arredarem o pé das posições das melhores doutrinas, sem amor não fica nada. O fogo que queimará o seu corpo é com certeza também, o fogo que diante de Deus, lamberá tudo e não deixará nenhum resíduo do que você faz. Porque só o amor sobrevive ao fogo, só o amor é indestrutível.

Depois de tirar da mente dos Coríntios aquela idéia e aquele frenesi de dons, e dizer o que fica o que perdura, o que vale para Deus, o que autentica os carismas e o amor, Paulo então vem e descreve o que é o amor.

Contam que foi pedido a Rui Barbosa para que escrevesse um texto sobre o amor e ele disse: "O que é o amor? - Depois que Paulo escreveu 1 Coríntios 13, não creio que ninguém tenha a coragem de escrever outra coisa e acrescentar o que ali está escrito e dito."

Continue olhando para o Alto

Jesus disse: Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância. João 10.10


Sou ciclista. Adoro liberdade, a paz e a satisfação que sinto quanto estou em minha bicicleta. Às vezes pedalo em estradas movimentadas. Nessas ocasiões, muitas vezes vou à cima da faixa branca perto do acostamento da estrada para deixar o máximo de espaço entre os carros que passam e minha bicicleta. Percebo que consigo ficar sobre essa faixa facilmente quando mantenho meu foco bem a frente da minha roda dianteira. Quando olho para baixo, para a faixa, fico oscilante e me arrisco a cair.

Percebo a mesma importância do foco na história bíblica sobre Pedro. Quando Pedro estava caminhando sobre as águas em direção a Jesus, ele conseguiu se manter sobre a água enquanto manteve seu foco à frente: em Jesus. Mas. Quando olhou para baixo, para as ondas sob seus pés, começou a afundar.

Na vida, temos uma escolha diária – às vezes, até cada minuto. Quando complicações atravessam nosso caminho ou as inquietações começam a nos oprimir e nos roubar da vida abundante de Deus pretende para nos, podemos manter nosso foco em Cristo, para quem todas as coisas são possíveis (Lucas 1.37), ou olhar para nossos medos e começar a vacilar. Quando nos concentramos em Cristo ficamos livres para manter nossas mentes e corações abertos para receber a vida abundante que Deus oferece e para sermos um canal do /Seu amor aos outros.

A escolha é nossa: olhar para as ondas ou para Deus.

Vamos orar pela nossa direção.

As Primícias

"Honra ao Senhor com os teus bens e com as Primícias de todo a tua renda."
Prov. 3:9

Está escrito, doar esta oferta de primícias deve estar claro para cada um de nós, ela está nos planos de Deus. Carecemos ser melhores – carecemos crescer na graça da liberalidade. A fim de crescermos simetricamente como homens e mulheres em Cristo Jesus, precisamos crescer na graça de dar – vamos ler? II Cor. 8 v 7: Como, porém, em tudo, manifestais superabundância, tanto na fé e na palavra como no saber, e em todo cuidado, e em nosso amor para convosco, assim também abundeis (crescei) nesta graça." Que graça? A graça de dar. No verso 10 diz assim:

"... no passado fostes os primeiros não só a dar, mas também a querer dar " Neste capitulo oitavo Paulo usa seis vezes a palavra graça em relação ao ato de contribuir. Com detalhe ensina reiteradamente que a contribuição é um favor que Deus nos faz e não que nós lhe fazemos.


"Enquanto o crente não entender e não sentir que a contribuição é uma graça divina, ele não terá completado o desenvolvimento simétrico".


Vamos primiciar ao Senhor o que temos recebido de melhor para o mês de Agosto, nosso tempo, trabalho, atividade, dons... Orando em ação de Graça..

quinta-feira, 31 de julho de 2008

O que é o amor?


Positivamente, Paulo diz em primeiro lugar, que o amor é paciente. Paciente não apenas com as circunstâncias, mas paciente com as pessoas.

O amor é benigno. Ele é bondoso para com aqueles que nos maltratam, que nos magoam, que nos fazem mal.

O amor tudo sofre, ou seja, o amor não recua facilmente diante do sofrimento.

Ele encara a dor, esta é a idéia original.

O amor tudo crê, vê o melhor nos outros, retém a fé nas pessoas. O amor não é pessimista para com o outro. Ele é capaz de imaginar o melhor a respeito das pessoas.

Tudo crê tudo espera. Ele tem um olhar prospectivo futurista. Recusa se a tomar o fracasso como algo final. Espera uma vitória além. Tudo suporta. No grego, a idéia é de uma força ativa e não passiva. A palavra é interessantíssima: Uponemo que dá idéia de guarda, do soldado, do guerreiro no baralha, do escudeiro que suporta tudo, mas vai andando, vai dando passos adiante.

O amor não desiste. O amor não se deixa vencer. Enfrenta a luta do mal e a vence varonilmente. O amor não acaba nunca. No grego é: não entra em colapso. Não pára. Sua lua não míngua, seu sol não se eclipsa. O amor perdura. Tudo passa, mas o verdadeiro amor não passa.

Negativamente, Paulo diz em primeiro lugar: o amor não arde em ciúmes, não se aborrece com o sucesso dos outros, não fica com dor de cotovelo quando o irmão consegue fazer o que você não consegue, quando logrou um êxito que você nunca logrou, quando comprou uma casa que você nunca teve, quando passou no vestibular e você não.

O amor não se aborrece com o sucesso dos outros. Não se ufana, por outro lado não fica enfatuado com o seu próprio sucesso. No grego é: não se enche de vento. Não se ensoberbece. A preocupação do amor é dar-se, não afirmar-se. Quem se ensoberbece é alguém que se preocupa na afirmação, mas quem ama não se preocupa nisto, preocupa-se em dar-se. Não se conduz inconvenientemente.

O amor evita o que é vergonhoso. Evita o que é indecoroso evita o que é desonroso, evita o que é indecente, evita toda a gama de comportamento inconveniente.

O amor não procura os seus interesses. O amor é a antítese do egoísmo. O amor não é melindroso, não se predispõe a ofender-se facilmente. Quem ama não é um "não me toque".

O amor é resistente. O amor não se ofende facilmente. Apaixonados sim, facilmente se ofendem. Mas quem ama vive o paradoxo de sentir muito por outros e sentir pouco por si mesmo.

O amor não passa mal. No texto diz: não se ressente do mal. No entanto, no grego a tradução é a palavra logisecai, que significa lógica do mal, não é maldoso, não é malicioso, não suspeita mal. A mente de quem ama é uma mente positiva. Sua lógica é a do bem.

Não se alegra da injustiça. Não lê as páginas dos jornais e dos crimes com prazer. Não consegue viver em paz quando impera a injustiça.

O amor não consegue criar espaço para alegria quando prevalece a injustiça. A alegria do amor é a vitória da verdade. Não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade. Paulo diz que não é o amor que fica para além dos anos, mas apenas nos diz o que é o amor, mas nos diz ainda que o amor seja a única coisa que pode fazer e pode transformar esta nossa vida, de menininhos tolos, na existência de homens amadurecidos.

Quando eu era menino, eu falava como menino. Como é que você fala? Eu sentia como menino. Como é que você sente? Eu pensava como menino. Mas quando cheguei a ser homem, desisti das coisas próprias de menino. Quando o amor amadureceu o meu coração, deixei a fala de criança, o pensamento de criança, o sentimento de criança.

Você pode fazer diversos cursos bíblicos, pode se transformar em aluno emérito da Escola Dominical pode ouvir as melhores pregações, mas se não aprender a amar, vai ser um menino crônico, um debilóide espiritual, como estes que envelhecem na idade, mas continuam babando pelos cantos da boca com uma linguagem que não passa de um balbucio egoísta como as crianças.

Só o amor faz do homem um ser maduro. Só o amor acelera o processo de desenvolvimento, de amadurecimento na minha e na sua vida.

Em último lugar, Paulo diz que o amor é a única virtude que sobrevive no céu.

Eu falo em línguas. Quem quiser saber disso, fique bem certo; eu falo em línguas, unjo os doentes com óleo, gosto de profetizar; tudo isso. Mas tudo acaba. No céu eu não vou falar em línguas. Se eu chegar para o Senhor no céu e falar em línguas, ele me dirá: Acabe com isso meu filho. Você não vai profetizar no céu. Profetizar o que? Tudo lá já é nada será, é para sempre. Prá que fé no céu? -Oh, trono de glória remove-te deste canto para aquele. Você não vai usar isso no céu. Júpiter transporta-te para Marte e tu Marte vai-te para Saturno. A fé não vai ser usada na eternidade.

E esperança? Esperar o que? Ele já veio! Acabou fé, acabou dom, acabou esperança, acabou ciência. Ciência de que? Do átomo à mente de Deus, tudo vai ter a luz e a claridade da revelação. Mistério? Que mistério? A face de Deus vai ser tão visível que se verão nela os detalhes de sua familiaridade mais íntima. Mas o amor fica.

O amor fica para amar, para ser só o que é só o que perdura, só o que acaba.

Quanta briga tolas, quantas queixinhas teológicas idiotas: "ele não fala em línguas, eu falo". "A igreja dele não admite profecias, a minha admite". "Eu tenho mais sabedoria do que ele". Tudo isso é vento se não tiver amor. Só o que fica é o amor.

Temos falado muito em amor. Chegou à hora de amar, ame de verdade, ame os irmãos, ame a Deus, recupere o tempo perdido, ame de coração. Certamente, a sua vida vai ser bem mais tranqüila e melhor de ser vivida.

Reagindo com Sabedoria

Impressionante como nós, muitas vezes, reagimos na força da nossa natureza pecaminosa, que é vingativo e egoísta. Nesses momentos nos colocamos como verdadeiros juízes, achando que temos poder para tanto.

Justiça sem misericórdia não é justiça! O que seria de nós, se Deus nos tratasse segundo nossos merecimentos!

A palavra ligada a DOMÍNIO PRÓPRIO, nas Escrituras, é tirada, originalmente, do verbo controlar, usada no domar de cavalos selvagens.

É exatamente isso que o Espírito Santo faz na vida de uma pessoa que se permite ser dominada por Ele.

Isso significa, na hora do rosto ferido, oferecer a outra face, no momento de uma atitude de injustiça, entregar o julgamento para as mãos do juiz eterno. Na hora da perda, renunciar para poder promover a paz!

Este é o retrato do verdadeiro crente em Cristo Jesus: Quando atingido, em vez de rebater com palavras de morte, interceder para que o amor perdoador de Deus prevaleça.

Tensões podem ser motivos de justificarmos as atitudes explosivas, porém quando compreendemos o que o Espírito Santo pode fazer com nossa vida, nos tornamos instrumentos de paz e da reconciliação.

Saiba usufruir da bênção da MANSIDÃO produzida pelo Espírito Santo de Deus.

"Pai de Justiça, de Poder e de Misericórdia, age na minha vida nos momentos que tenho perdido a paciência. Ensina-me a depender do poder manifesto do teu Espírito Santo. Controla-me para o louvor da tua glória." Amém.