segunda-feira, 24 de novembro de 2008
Com todo meu ser
A liberdade do perdão
Disse, pois, Marta a Jesus: Senhor, se estiveras aqui, não teria morrido meu irmão. João 11.21
Anos atrás, uma epidemia de malária assolou a região onde eu morava. Enquanto eu estava ocupada tratando de uma garotinha muito doente, meu filhinho de 22 meses, Salem, pegou alguns comprimidos do remédio contra malária, mastigou e engoliu-os. Algumas horas depois, faleceu. Desesperada e sentindo-me culpada e confusa, não consegui me perdoar por anos. Debatia-me com Deus e perguntava continuamente: "Por quê?" Por meio das orações, do amor de minha família, do apoio de minha igreja e da leitura da palavra de Deus, encontrei o caminho para perdoar a mim mesmo. Com esse perdão vieram a cura e a alegria de que eu precisava para criar meus outros quatro filhos. De muitas maneiras diferentes, as pessoas têm perdido seus queridos em acidentes. Os responsáveis por essas tragédias podem sofrer de culpa e remorso. Devemos perdoá-los, para que talvez possam perdoar a si mesmos. Jesus Cristo, o caminho, a verdade, a vida e a ressurreição (João 14.6; 11.25) é nosso modelo de perdão.
Não importam quais são os erros que cometemos; Deus nos oferece a liberdade do perdão.
Oremos pelas pessoas que se culpam por uma tragédia.
MEDITE: PROVÉRBIOS 5
Leia Salmos 147.1-11
sábado, 22 de novembro de 2008
A tempestade
Leia Marcos 4.35-41
E eles, possuídos de grande temor, diziam uns aos outros: Quem é este que até o vento e o mar lhe obedecem? Marcos 4.41
Minha família estava passando férias no litoral, com meus pais. A chuva e os ventos fortes obrigaram todos a permanecer dentro de casa por vários dias. Meu filho pequeno não estava reagindo bem à falta de atividade, então o levei à praia. O barulho do vento e das ondas dificultava a conversa. Nossas capas de chuva se agitavam ruidosamente em volta de nossos ouvidos. Apesar disso tudo, nossa caminhada foi muito estimulante; voltamos para casa nos sentindo revigorados e ao mesmo tempo contentes por estarmos novamente abrigados do mau tempo. Ao refletir sobre essa experiência, fiz uma descoberta: se eu for à praia apenas nos dias bons, perderei muita coisa. Para conhecê-la bem, devo visitá-la também nos dias ruins. Os vendavais e a chuva me deram uma perspectiva diferente. Uma verdade semelhante se aplica à minha fé. Se eu tiver consciência da presença do Senhor somente quando a vida estiver calma e ensolarada, deixarei de descobrir um lado diferente de Deus quando ela se tornar desagradável. Devo estar preparado para confiar nEle tanto nas experiências agradáveis de minha vida quanto nas desagradáveis. Os dias de tempo ruim me dão uma nova perspectiva sobre a graça de Deus, e hoje percebo que posso sentir Sua presença mais intensa tanto nos dias bons quanto nos ruins.
Os dias ruins podem nos mostrar novas verdades sobre Deus.
Oremos pelas pessoas em férias.
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
Os dois caminhos
Quando te desviares para a direita e quando te desviares para a esquerda, os teus ouvidos ouvirão atrás de ti uma palavra, dizendo: Este é o caminho, andai por ele. Isaías 30.21
Quando menina, quase todos os dias ia à casa de uma tia para passear e brincar com meu primo. Na sala de jantar, havia um belo quadro na parede! Nele havia dois caminhos, um estreito e outro largo. O caminho estreito era de terra, cheio de pedras, pinguelas, riachos e morros. As pessoas usavam roupas simples. Era difícil andar por ele, mas quem superasse os obstáculos chegava a um lugar maravilhoso: ao céu! O caminho largo era bem diferente: pessoas com garrafas nas mãos, casas noturnas, mulheres com trajes escandalosos... As ruas eram pavimentadas. Tudo era mais bonito. Todos pareciam estar se divertindo, e tudo era mais fácil. Mas, no fim dele, as pessoas choravam e queriam voltar. Porém, não conseguiam. Bem perto havia uma labareda de fogo ardente. Quando eu contemplava aquele quadro, minha tia me observava e conversava comigo: "Em nossa vida, temos de fazer nossas escolhas. Qual caminho você quer seguir?" Ela me explicava que o melhor era o estreito, e que algo maravilhoso estava à nossa espera! Agora percebo que, desde a minha infância, podia ouvir uma voz dizer: "Este é o caminho, andai por ele." Os anos passaram. Algumas vezes, me desviei para a direita; outras vezes, para a esquerda, mas, depois, escolhi o melhor caminho: Jesus.
Qual caminho você está seguindo?
Oremos pelas pessoas que ainda não tomaram a decisão de andar pelo melhor caminho.
Leia Mateus 7.13-14
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
Servir a Deus
Leia Êxodo 4.10-12
Servi uns aos outros, cada um conforme o dom que recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus. 1 Pedro 4.10
Em 1985, li 1 Pedro 4.10 enquanto Deus me libertava de um período de 16 anos de uso de drogas e álcool. Minha recuperação foi um processo difícil, mas um primeiro passo para uma empolgante jornada com Cristo. Desde então, apóio-me nessa passagem bíblica todos os dias e nunca mais bebi nem me droguei. Entendi que a passagem estava me dizendo para servir a Deus em qualquer situação à qual Ele me levasse. Nessa época, eu era mecânico; então, comecei a dizer às pessoas que consertava seus carros porque as Escrituras me diziam para fazê-lo. Porém, eu não tinha a menor idéia de que Deus tinha um plano diferente para minha vida: o ministério em tempo integral. Entenda: nasci com a língua presa e com a síndrome de Tourette. Havia cursado apenas o ensino fundamental. Era motoqueiro, usava cabelos compridos, e meus braços estavam cobertos de tatuagens. Aos olhos da sociedade, eu não tinha o perfil para falar publicamente. Mas, seguindo a palavra de Deus, hoje sou pastor ordenado, com formação em Teologia. Estou envolvido no ministério aos encarcerados e viajo pelo meu país e até para o exterior para dizer aos presos como Deus pode mudar suas vidas. Ainda me surpreendo pelo modo como o Senhor pode usar alguém como eu. Creio que Ele ainda me mostra o que pode fazer por nós.
Que dom de Deus posso partilhar com os outros?
Oremos para estarmos dispostos a servir a Deus.
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
Rei Meu
Prova sutil
Leia 1 Reis 18.41-46
À sétima vez disse: Eis que se levanta do mar uma nuvem pequena como a palma da mão do homem. 1 Reis 18.44
Israel vinha sofrendo com uma seca havia três anos. O servo de Elias observou a terra rachada sob um céu sem nuvens, e não havia sinal de mudança. No entanto, Elias, que orava no Monte Carmelo, insistiu que a chuva estava próxima. Pela sétima vez naquela tarde, seu servo observou, obedientemente, o horizonte. Quando ele avistou uma pequena nuvem, Elias viu nela o mover de Deus e foi avisar o rei de que a chuva estava a caminho. O profeta precisava de uma pequena evidência da ação de Deus, pois já esperava por ela. Pensando em Elias, refleti: Teria eu enviado um aviso de tempestade ao rei com base apenas numa pequena nuvenzinha? É improvável. Eu teria esperado que muitas nuvens escuras surgissem antes de proclamar minha fé de que Deus estava respondendo à oração. Quantas vezes negligenciei a obra de Deus à minha volta porque parecia muito pequena? Quando oro por situações desesperadoras, a resposta, em geral, surge de maneira sutil: uma palavra gentil de um colega rude, uma resposta respeitosa de uma criança difícil, uma noite de sono profundo para uma mente ou corpo cansado. Quero ser mais como Elias. Quero orar fielmente pela ajuda de Deus e reconhecê-la prontamente quando ela vier. Quanto mais cedo reconhecer a ação do Senhor em minha vida, mais cedo verei a mudança.
A menor mudança pode ser sinal do começo de um milagre.
Oremos pelas pessoas que estão sofrendo por causa da seca.