quarta-feira, 15 de abril de 2009

Um travesseiro para pousar a cabeça




E Jesus estava na popa, dormindo sobre o travesseiro. Marcos 4.38

Quando meu marido e eu nos casamos, queríamos ter filhos logo. Pouco tempo depois, nosso sonho tornou-se realidade. Tivemos dois filhos e adotamos mais um; no espaço de cinco anos tínhamos três filhos com menos de quatro anos! Eu estava repleta de amor e gratidão por essas bênçãos. Porém, também me sentia absolutamente abatida e exausta. Perguntava a mim mesma: Como posso cuidar de meus filhos, tomar conta da casa e trabalhar em período integral? Sentia-me como se tivesse uma lista interminável de tarefas para realizar. Todas as noites eu caía na cama, exausta e sem saber ao certo como me levantaria na manhã seguinte para começar tudo outra vez. Uma avó muito sábia chamou-me de lado: "Você se lembra de que Jesus descansou?", perguntou calmamente. Ela fez-me recordar que, entre a oração e o ensino, Jesus dormiu durante Sua travessia, com os discípulos, pelo Mar da Galileia (Marcos 4.38). Mesmo quando uma tempestade sacudiu Seu barquinho, Jesus entregou Seu corpo ao descanso de que precisava. Jesus não Se ausentou de Suas responsabilidades, reagiu assim que Seus discípulos gritaram de medo, mas reservou tempo para descansar, confiando que Deus estava com Ele. Agora tento encontrar momentos tranquilos de renovação todos os dias. Durante esses momentos descanso, oro, leio, até mesmo pouso a cabeça num travesseiro. Nesses breves momentos, lembro-me de que, porque Deus está comigo, posso enfrentar as tarefas à frente.
Deus convida-nos a descansar e a renovar-nos.

Oremos pelos pais, pelas mães, pelos avôs e pelas avós atarefadas.

terça-feira, 14 de abril de 2009

25 de abril - 20 horas - Lançamento CD Acima de Reinos

Insuflar as velas

Somente em Deus, ó minha alma, espera silenciosa: dele vem a minha salvação. Salmo 62.1
O dia estava quente e úmido enquanto conduzia meu veleiro para fora do ancoradouro, em direção ao lago. O motor estava ligado e meu plano era levar o barco até um lugar onde os ventos fossem suficientemente fortes para poder usar as velas. Logo percebi que havia pouca brisa no lago. Desliguei o motor, subi as velas, observei a superfície da água e esperei por algum sinal de vento. Ali sentado, sob o sol e um calor sufocante, quase sem me mover, sentia-me frustrado e entediado. Mas havia escutado o boletim meteorológico e sabia que o vento iria aumentar ao longo do dia, por isso esperei. Não demorou muito para eu cruzar o lago a toda velocidade, com todas as velas abertas, aproveitando plenamente o dia e tendo o sopro de Deus como meu sistema de propulsão. Essa experiência fez-me pensar como, por vezes, sentimo-nos frustrados e entediados com nossa vida. Durante esses momentos, em muitas ocasiões buscamos a felicidade em diversões e em outras pessoas. Esquecemos que, se confiarmos em Deus como nosso verdadeiro vento, a bonança que experimentamos pode ser seguida pela emoção de seguirmos adiante. Vamos experimentar a promessa de Deus.
Deus enche o mundo de maravilhas como o vento insufla as velas.

Oremos pelas pessoas que estão frustradas e entediadas com a vida.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Perdoa-nos assim como nós perdoamos


Se, porém, não perdoardes aos homens [as suas ofensas], tampouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas. Mateus 6.15

Havia sido prejudicada por uma colega no trabalho. Por causa das mentiras sobre mim que ela contara ao meu patrão, deixei de ser promovida. Era uma promoção que eu queria e pela qual tinha me esforçado muito para conquistá-la. Por causa de suas ações, fiquei ressentida. Tinha sido passada para trás. Despejei minha raiva sobre outros colegas e, finalmente, acabei por ganhar a reputação de pessoa difícil. Minha atitude estava me destruindo. Então, um dia, um amigo cristão chamou-me para uma conversa. Ele fez-me perceber o quanto Deus havia me perdoado e sugeriu que eu também perdoasse minha colega de trabalho. Por que devo perdoar?, perguntei a mim mesma; Eu é que fui magoada. Mas, refletindo sobre o conselho de meu amigo, desatei a chorar. De repente, as palavras do Pai-Nosso ressoaram como verdade de um modo novo: "Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores". Lenta e dolorosamente, comecei a tentar perdoar. Levou muitos meses. Nunca consegui uma promoção e trabalhei em funções abaixo de minhas capacidades, mas finalmente consegui ter compaixão pela pessoa que havia me magoado e tornei-me um exemplo melhor para meus colegas de trabalho.
Que aqueles/as a quem perdoamos possam reconhecer, no perdão, o amor de Deus por eles/elas.
Oremos pelas pessoas que não conseguem perdoar.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Graça não percebida

[Paulo escreveu:] Então [Deus] me disse: A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza. 2 Coríntios 12.9

Durante minha infância, freqüentava os trabalhos da igreja apenas ocasionalmente. Mas, quando adolescente, aceitei a Cristo como meu salvador pessoal e então passei a freqüentar os cultos e os encontros de comunhão. Mesmo assim, não estava plenamente consciente da graça de Deus em minha vida. Afinal, ela havia seguido um curso tranqüilo, com poucas oscilações ao longo do caminho. Recebi uma boa educação, casei-me e tive filhos. Pensei que viveríamos felizes pelo restante de nossas vidas. Então, um pediatra disse a minha esposa e a mim que nossa terceira filha precisaria de cuidados médicos imediatos. Ela tinha apenas um mês de idade. Senti como se um raio tivesse atingido meu coração. Pela primeira vez depois de adulto, chorei, numa sociedade em que os homens devem guardar suas emoções dentro de si. Deus continua a demonstrar-nos a Sua graça por intermédio de nossa filha. Agora compreendo que Ele tem-me dado a graça ao longo de minha vida, mesmo quando não estava consciente disso. Embora nossa filha continue a ter problemas de saúde, ela traz uma alegria e um amor imensurável à nossa família. Por causa dela, nos unimos e nos aproximamos mais de Deus.

Nos piores momentos, Deus é nossa melhor fonte de força.

Oremos pelas crianças com problemas de saúde crônicos.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Celebre!

Este é o dia que o Senhor fez: regozijemo-nos e alegremo-nos nele. Salmo 118.24

Doze vezes por ano, festejo o primeiro dia de um novo mês. É um dia no qual regozijo-me com as bênçãos de Deus e na vida que Ele me deu. Faço isso incluindo atividades e ações planejadas para tornar o dia especial de alguma maneira. Às vezes são coisas simples, como colocar fotos novas nas molduras, tomar o café da manhã fora ou mudar minha programação de modo a incluir algum tempo de diversão em vez de trabalho apenas. Um dia, durante uma conversa sobre as "prioridades" em nossa vida, partilhei com meus pastores minha prática de comemoração do primeiro dia de cada mês. Quando me perguntaram que tipo de atividade faz para marcar o dia, hesitei em lhes contar, com receio de que minhas pequenas atividades parecessem sem importância à luz da discussão espiritual que tínhamos naquela momento. No entanto, a Bíblia nos diz repetidamente para rejubilarmos em nossa salvação e louvarmos a Deus pela dádiva da vida. Não apenas uma vez por mês, mas todos os dias, Deus alegra-se em ver-nos usufruindo o mundo e as bênçãos em nossas vidas. Mesmo atividades aparentemente insignificantes, podem tornar-se significativas se as fizermos com gratidão a Deus em nosso coração.

Como posso tornar a celebração das bênçãos de Deus uma prática?

Oremos pelas pessoas que comemoram aniversários hoje.

terça-feira, 31 de março de 2009

Escutando o cicio

Depois do terremoto um fogo, mas o Senhor não estava no fogo; e depois do fogo um cicio tranquilo e suave. 1 Reis 19.12

Como muitas pessoas, tenho experimentado a exaustão, o desânimo e a depressão. Nesses momentos, Deus tem me encorajado a continuar viajando pelo deserto espiritual que esses sentimentos podem criar. Ele tem me fortalecido graciosamente, dando-me alimentos e bebidas espirituais e colocando em meu caminho amigos sustentadores e passagens bíblicas fortalecedoras. É nos momentos de vulnerabilidade que, na verdade, sinto-me mais aberta e receptiva a Ele. Como Elias, normalmente esperamos ver Deus nos ventos, terremotos e grandes acontecimentos que atingem nossas vidas. Nossos altos e baixos podem falar claramente da obra de Deus dentro de nós e ao nosso redor. Porém, mais frequentemente, Deus nos fala por meio de um sussurro suave. Manter um diário espiritual ao longo dos anos ajudou-me a discernir isso. Ao ler textos de cinco anos atrás, descobri que estava me debatendo com minha vida de oração. Tentava diferentes meios de orar, mas sempre sentia que estava só no diálogo. Como Elias, podemos ser zelosos para com o Senhor e mesmo assim não ouvir nem entender Sua voz. Em vez de O assolarmos com um rio de palavras, podemos nos sentar aos pés dEle, ouvindo atentamente esse "cicio tranquilo e suave".

Como poderei escutar melhor o suave sussurro de Deus?

Oremos pelas pessoas que estão esperando ouvir a voz de Deus.