terça-feira, 28 de abril de 2009

Um beijo inesquecível



Antes sedes uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus em Cristo vos perdoou. Efésios 4.32
Este beijo aconteceu há muitos anos, bem na porta da minha sala de jantar, mas a minha memória ainda o retém. Ainda o sinto. Terno, suave, cálido, sedoso, franco, sem reservas ou medo. Transparente e puro. Um beijo assim jamais poderia ser esquecido. Com ele, minha esposa me amou profundamente. Esse foi o beijo do perdão. As dores, as mágoas, os ressentimentos acumulados por pequenos problemas não resolvidos e pela rotina de um casamento morno foram curados pelo perdão. Perdão dado por Cristo e por nós compartilhado. Perdão selado com um doce beijo inesquecível e com um "Eu te amo, eu te perdoo" sem palavras, que falou profundamente à nossa alma e ainda ecoa vivo em nossa mente. O bálsamo do perdão reviveu a alegria em nosso lar, trouxe de volta o sorriso e as amabilidades em nosso casamento. Deixou sem cicatrizes feridas amargas. Fez renascer as delícias do namoro e da lua de mel. Agora, os dias são mais azuis; as arvores, mais verdes; o alimento, mais gostoso; as palavras, mais doces; os gestos, mais ternos. O amor mais maduro e o perdão são sempre constantes em nossa vida. Louvado seja o Senhor, que nos perdoou em Cristo!
Assim como, sem perdão, é impossível ter comunhão com Deus, igualmente é impossível, sem perdão, ter comunhão com o cônjuge.

Oremos para que todas as dores e ofensas, pequenas e grandes, causadas no convívio diário no casamento e na família sejam curadas pelo perdão, dado por Cristo e compartilhado pelos que se amam.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Ansiando pela paz de Deus


Se, pois, ao trazeres ao altar a tua oferta, ali te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa perante o altar a tua oferta, vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; e, então, voltando, faz a tua oferta. Mateus 5.23-24

Uma pessoa da família e eu estávamos tentando encontrar uma solução pacífica para um antigo conflito entre nós. Quando conversamos, pedi a ela que me perdoasse. Ela se recusou, dizendo que não me perdoaria, mas que talvez pudéssemos seguir em frente e nunca mais voltar a pensar naquele problema. Bem no fundo do meu coração, sabia que ela continuaria a deixar que o acontecido anos atrás a corroesse, e isso entristecia-me. Sem saber ao certo o que fazer em seguida, pedi orientação ao Senhor. Falando-me ao coração, Deus disse: "Ore para que ela deseje a minha paz". Essas palavras de Deus têm me vindo à cabeça muitas vezes desde então. Todos nós temos conflitos, mas nem todos ficam amargos. Olho para tantos exemplos, em minha própria vida, de pessoas bondosas e amorosas que, como José, perdoaram quem as magoou. Como José, elas suportaram muitos sofrimentos, mas não deixaram que as circunstâncias de sua vida as destruíssem. Em vez disso, elas vivenciaram a paz que acompanha o perdão.
Com quem preciso buscar a reconciliação?

Oremos pelos membros de famílias que estão em conflito.

sábado, 25 de abril de 2009

O Arco-íris

[Deus disse a Noé:] Sucederá que, quando eu trouxer nuvens sobre a terra, e nelas aparecer o arco, então me lembrarei da minha aliança, firmada entre mim e vós e todos os seres viventes de toda carne. Gênesis 9.14-15

Sou filha de uma família de fazendeiros, fui criada no árido Texas ocidental, onde raramente surge um arco-íris. Quando aparecia um, ficávamos maravilhados com o arco colorido e luminoso, porque sabíamos que em algum lugar estava caindo uma chuva abençoada. Em tempos de seca, a visão desse memorial de uma aliança sagrada entre Deus e a humanidade renovava nossa fé e trazia-nos alegria, encorajando-nos a um novo plantio. Às vezes enfrentamos secas espirituais em nossa vida e nossos em relacionamentos. Um casamento fracassa, um desemprego, um filho amado sofre. Sentimo-nos abandonados, sozinhos e impotentes. "Será que Deus me abandonou?", perguntamo-nos. Não conseguimos ver um arco-íris. Mas, se confiamos nas promessas da Bíblia, saberemos que Deus não nos abandonará em um lugar estéril. As palavras de Cristo nos garantem: "E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século" (Mateus 28.20). Se confiarmos nessas palavras, veremos um arco-íris mesmo nos tempos de seca.

Mesmo no deserto, não estamos sós.

Oremos pelas famílias de lavradores.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

A minha "porca* da preocupação"

Lançando sobre [Deus] toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós. 1 Pedro 5.7

Há uma história por trás da pequena porca que carrego em meu bolso. Há muito tempo, enfrentei uma provação particularmente difícil por causa de conflitos no trabalho. Numa tarde de sábado, encontrei refúgio na oficina de minha casa, consertando uma luminária. Para evitar perder a minúscula porca até conseguir chegar à loja de ferramentas para comprar outra, por segurança a prendi no aro do meu chaveiro. Na manhã seguinte, na igreja, nosso pastor pregou sobre a confiança em Deus em tempos de provação. Era exatamente a mensagem que precisava ouvir. Ele nos orientou que usássemos como lembrete algum objeto material, a fim de trazermos à memória a confiança que devemos ter em Deus em tempos difíceis. Enquanto ouvia, com as mãos nos bolsos, sentindo-me perturbado e frustrado, senti a minúscula porca em meu chaveiro. Resolvi usá-la como um lembrete para confiar em Deus, independentemente da situação. Ela ali ficou desde então, com suas arestas desgastadas por anos de manuseio, um lembrete constante de que Deus Se importa comigo. Até hoje, quando a vida se complica, coloco a mão no bolso e giro essa porca entre os dedos, mais uma vez motivado a confiar em Deus. E Ele nunca falhou comigo.

O que posso usar como lembrete de que Deus Se importa comigo?

Oremos pelas pessoas que estão em situações de trabalho estressantes.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Cabeça ou coração?



[Paulo escreveu:] Porque nem mesmo compreendo o meu próprio modo de agir, pois não faço o que prefiro, e, sim, o que detesto. Romanos 7.15
O neto de meu irmão adorava que seu avô tomasse conta dele. Mas o avô, cansado de insistir com a criança para ela se preparar para ir dormir, certa vez perguntou: "Você não quer me obedecer?" O garotinho, sentado em meio a seus brinquedos, respondeu com tristeza: "Eu quero, mas minha cabeça não quer". A resposta da criança revela um problema conhecido também pelos adultos. Permitimos que noções egoístas entrem em nossa cabeça quando, no coração, sabemos qual o melhor caminho. O apóstolo Paulo confessa debater-se com um dilema similar quando lamenta: "faço [...] o que detesto". Paulo prossegue dizendo que nós, enquanto crentes, somos controlados pelo "Espírito, se de fato o Espírito de Deus habita em [nós]" (Romanos 8.9). Percebi que esse tipo de conflito interior pode ser um convite a renunciarmos ao nosso jeito teimoso de agir e darmos espaço para o Espírito Santo atuar. Se permitirmos que o amor de Deus oriente-nos, veremos que nosso conflito acabará. E poderemos ter a paz interior que vem de Cristo.
A vontade de Deus para nós é "boa, agradável e perfeita" (Romanos 12.2).

Oremos por alguém que esteja se esforçando para obedecer a Deus.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Vistoria completa



[O salmista escreveu:] Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração: prova-me e [...] vê se há em mim algum caminho mau. Salmo 139.23-24
O motor do cortador de grama engasgou, vacilou, parou. Por fora não havia qualquer sinal de problema. Havia gasolina, óleo, uma vela nova. Mesmo assim, por mais que eu puxasse o cordão, não conseguia dar partida nele. O problema? Pedrinhas no tanque de combustível! Meus netinhos tinham aprontado. Às vezes, minha vida espiritual reflete as "pedrinhas" em meu "tanque de combustível". Por fora pareço bem, mas, internamente, a alegria de estar com o Senhor é bloqueada, e titubeio até parar. Seja como for que isso aconteça, não posso culpar os outros pela presença de pedrinhas no meu interior. Cabe a mim enfrentar o problema. Primeiro tenho de identificá-lo. As pedrinhas da avareza, da inveja, do farisaísmo, da falta de perdão, da luxúria, da preguiça, dos sentimentos feridos e outros. obstruem o cano condutor do Espírito. A Bíblia nos dá as instruções para resolver o problema, mas preciso ler e obedecer. Talvez seja preciso fazer "consertos" espirituais e relacionais. Quando clamo por Deus em oração, imediatamente a Sua graça está disponível. Deus faz uma vistoria completa, renovando-me e preparando-me para as tarefas à frente. Louvado seja o nome do Senhor! Quando não damos atenção às pedrinhas, elas podem causar grandes problemas. Oremos para identificarmos o que está obstruindo nossa vida espiritual.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Quem está observando?




[Jesus disse:] Vós sois a luz do mundo. Mateus 5.14

Alguns anos atrás, quando estudava no exterior, sentia-me triste e com saudades de casa. Meus estudos estavam se revelando mais desafiadores do que esperava. Uma manhã, quando me sentia especialmente desanimado, com pena de mim mesmo, ouvi um barulho: "Tap! Tap!" Ao olhar pela janela, vi uma jovem cega. O som vinha de sua bengala em contato com o chão. Apesar de sua deficiência, ela caminhava com determinação. Ao refletir sobre o que vi naquela jovem, senti-me encorajado a continuar meus estudos e, no tempo previsto, consegui concluí-los. Cristo nos chama a dar o melhor de nós em qualquer tarefa. Nunca sabemos quem pode estar nos observando, alguém que sofra de uma doença debilitante, um colega no trabalho com dificuldades financeiras, um jovem desanimado por não conseguir emprego, um casal jovem que lida com um casamento complicado, um membro aflito de nossa própria família. Todos esses, e outros, podem estar à procura do encorajamento e inspiração que poderiam encontrar em nosso exemplo. Justamente por isso Jesus nos lembra: "Vós sois a luz do mundo". Alguém nas trevas precisa da luz que podemos trazer. Oremos pelos/as estudantes que estão longe do lar e da família.