quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Mensagem da vida


Ensina-nos a contar os nossos dias, para que alcancemos corações sábios. Salmo 90.12
Aqui estamos nós, cristãos idosos, caminhando pela estrada da vida, vindos das passadas décadas de 1940, 1930, 1920, etc. Cada dia é recordar, um longo trajeto salpicado de passagens tristes e alegres, sempre alternadas, traçadas pelo imprevisível viver, que jamais nos fez imaginar que um futuro distante estivesse tão perto. Nosso tempo passou como passam os ventos, surpreendentemente velozes. Às vezes aprendendo, com o nosso coração no meio da tempestade; outras vezes, acariciando nossa alma, como aragem agradável. E, assim, passou, simplesmente passou, nos deixando marcas atrozes, outras vezes lembranças inesquecíveis, que não se abateram porque foram talhadas por Deus, pelo tempo da idade. São roupagem obrigatória de uso nos dias de hoje; não nos encantam, mas são impecáveis, porque a divina providência as dirige e as fortalece. Por isso, jovens, quando entrarem no templo da terceira idade e nos virem assim, vestidos nestas vestimentas diferentes, não se espantem, pois isso não passa de uma capa disfarçada, que cobre somente a carne, mas que não esconde nosso espírito convertido ao Senhor, que não esconde a felicidade de servi-lO ainda que velhos pela estrada da vida e pela felicidade que apenas Ele sabe nos dar. Felicidade de estarmos reunidos, sempre juntos e tão contentes, como um bando de crianças amadas e respeitadas pelos nossos familiares.

Servir a Deus não tem limite de idade!
Oremos para que os idosos tenham uma vida menos solitária e com mais qualidade.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

O tempo de Deus




Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nele, e o mais ele fará. Salmo 37.5
Um dia, aprendi uma importante lição sobre a confecção de um bolo. Depois de misturar todos os ingredientes, despejei a massa na assadeira e a coloquei no forno. Depois de 40 minutos, o bolo cheirava tão bem que não pude evitar olhar pelo vidro do forno. Vi que ele tinha crescido e parecia pronto. Então desliguei o forno e tirei o bolo. Chamei minha mãe, mostrei-lhe o bolo e pedi que o provasse. Mas, quando ela o cortou, percebeu que a parte central não estava completamente assada. Ela disse que eu deveria ter deixado o bolo assando por mais cinco minutos. Essa experiência fez-me lembrar do quanto nós somos impacientes quando esperamos a resposta de Deus às nossas orações. Minha impaciência para tirar o bolo do forno é como a nossa atitude para com Deus. Nós frequentemente queremos dEle uma "solução rápida", quando uma resposta apressada pode deixar as coisas piores. Com frequência preciso me lembrar de que Deus é sempre pontual, nem atrasado nem adiantado demais para ajudar. Podemos confiar que Ele quer o melhor para nós e que acabaremos por ver a Sua glória.
O tempo de Deus é diferente e melhor do que o nosso.
Oremos por paciência.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Dependência cega


Condoído, Jesus tocou-lhes os olhos, e imediatamente recuperaram a vista e o foram seguindo. Mateus 20.34
No verão passado, enquanto participava de um treinamento para conselheiros de acampamento, tive de fazer, com os olhos vendados, uma escalada na rocha. A simples altura já me aterrorizava, mas a ideia de tentar subir sem conseguir enxergar deixava meu estômago rígido como cimento. Estava desesperada e totalmente dependente dos outros. Escorreguei. Estendendo a mão, não conseguia alcançar a próxima garra. Pendurada ao lado do despenhadeiro, não me importava que as pessoas soubessem que estava vulnerável e que não conseguia dar conta sozinha. Estava a ponto de cair. Então, ouvi a voz profunda e confiante de meu colega atravessando meu medo e dando-me as orientações de que precisava para encontrar a garra. Assim como na minha situação, a única coisa que os dois cegos na estrada para Jericó conseguiam enxergar era o seu problema, sua impotência. Desesperados, apenas gritavam mais alto quando a multidão tentava aquietá-los. Assim como precisei abafar tudo menos a voz de meu colega, os cegos tiveram de se concentrar em Jesus e não permitir que as vozes condenatórias ou seu estado de impotência os detivessem. Quando os cegos ignoraram a multidão e se concentraram em Jesus, Ele ouviu e respondeu. Quando se voltaram para Ele em total vulnerabilidade, permitiram que Deus agisse. Do mesmo modo, quando clamarmos em meio à nossa necessidade, Deus ouvirá e responderá ao nosso clamor, assim como Jesus Se aproximou dos cegos à beira da estrada.
Em que situação eu clamo pela ajuda de Deus?
Oremos pelas pessoas que estão em treinamento no trabalho.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Crescer na fé


[...] nem só de pão viverá o homem, mas de tudo o que procede da boca do Senhor. Deuteronômio 8.3
Ocasionalmente, uma ovelha de nosso rebanho morre ou adoece durante o parto. Quando temos cordeirinhos órfãos para criar, nós os alimentamos frequentemente com uma mamadeira com leite próprio para cordeiros. Após dois ou três dias, eles aprendem a reconhecer que nossa chegada significa comida. Em pouco tempo já estão nos recebendo com grande entusiasmo. Eles se atropelam e empurram uns aos outros, competindo para serem os primeiros a se satisfazerem com uma boa porção de leite nutritivo e morno. O entusiasmo dos cordeiros pelo seu sustento faz-me pensar em nossas atitudes para com a palavra de Deus. Será que temos sede de aprender mais sobre Ele, antecipando ansiosamente as lições e bênçãos da Bíblia? Será que a consideramos vivificadora, permitindo-nos crescer em nossa fé e nos desenvolver espiritualmente como deveríamos? As palavras e promessas na Bíblia nos fortalecem em meio às dificuldades e nos ensinam a viver nossa vida diária. Mas mais importante: o estudo das Escrituras nos ajuda a alcançar um relacionamento mais íntimo e crescente com Deus.

O tempo passado com Deus é o mais valioso de todos.
Oremos para encontrarmos um tempo para estudar a Palavra de Deus.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Clamor incessante por justiça


Não fará Deus justiça aos seus escolhidos, que a ele clamam dia e noite, embora pareça demorado em defendê-los? Digo-vos que depressa lhes fará justiça. Lucas 18.7-8
Na parábola da viúva e do juiz perverso, nós encontramos uma mulher extraordinária que se recusa a aceitar seu destino. Sua voz se opõe à injustiça sem demonstrar piedade. Como resultado de sua persistência, mesmo o juiz injusto é forçado a agir. Se mesmo um juiz injusto pode se deixar tocar a ponto de conceder a justiça, imagine o quanto Deus deseja ajudar os injustiçados. Deus olha pelo estrangeiro, pelo órfão e pela viúva, profundamente preocupado com suas situações. Com nossa ajuda, Ele pode responder. Sua imagem desejando a justiça para eles dá-me esperança quando penso em Darfur, no Sudão, onde mais de 300 mil pessoas morreram ao longo dos últimos três anos como resultado da revolta civil, da falta de alimento e das doenças. Essa talvez seja a pior crise humanitária no mundo hoje. Embora facilmente me sinta oprimido e desencorajado, busco forças em nosso Deus, que não se esquece de Darfur. O clamor dos povos ao redor do mundo não são desconhecidos. Peço a Deus que os cristãos orem, se manifestem e clamem incessantemente pela paz com justiça em favor de nossos irmãos e irmãs em toda parte onde há crise.
Nós servimos a Deus quando trabalhamos pela justiça.
Oremos pelo povo de Darfur, no Sudão.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Escola Dominical

Alegrei-me quando me disseram: Vamos à Casa do Senhor. Salmo 122.1
Cada vez que leio ou recito o versículo acima, lembro das crianças alegres correndo para a Escola Dominical. Recordo que era ainda muito criança e morava no bairro do Lavapés, em Botucatu, no estado de São Paulo, minha família não freqüentava nenhuma igreja. Aos domingos, à tarde, duas jovens irmãs, Lucila e Ludmila, buscavam-me para irmos à Escola Dominical, elas eram professoras. Ela funcionava na residência da sra. Elvira, muitas crianças, jovens e alguns adultos também estavam sempre presentes. Eram momentos de muita alegria para mim, pois era o lugar onde, além de ouvir histórias bíblicas, aprendi a oração dominical do Pai-Nosso e o hino "Convite aos meninos". Tinha outras atividades e brincadeiras, mas as histórias da Bíblia era a minha parte preferida e até hoje tenho meu momento de leitura e meditação da palavra sempre usando o No Cenáculo. Não me esqueço daquelas jovens cristãs que semearam a Palavra em meu coração e que ainda produz muitos frutos em minha vida e família.
Leve uma criança à melhor escola do mundo: a Escola Dominical.
Oremos pelas professoras e pelos professores das Escolas Dominicais.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Escolhendo amigos


Não vos enganeis: as más conversações corrompem os bons costumes. 1 Coríntios 15.33
Como pais, meu marido e eu enfatizamos para nossos filhos a importância de escolherem amigos dedicados. Nós os estimulamos a escolherem amigos que estejam dispostos a partilhar de suas alegrias, bem como de suas dificuldades. Queremos que tenham amigos constantes, pessoas com quem saibam que podem contar, aconteça o que acontecer. É importante que todos nós escolhamos amigos sinceros, que nos sustentem e encorajem. No entanto, também precisamos de amigos que não tenham medo de nos dizer quando estamos nos afastando dos caminhos de Deus e nos conduzam amorosamente de volta ao caminho certo. Tenho sido abençoada com uma amiga assim. Quando preciso de alguém que ore comigo ou apenas ouça minhas alegrias e tristezas, é para ela que telefono. Procuro-a frequentemente para receber sua sábia e cristã orientação. Posso contar com ela para encorajar-me, mas também sei que ela me colocará gentilmente de volta no caminho se necessário. Os verdadeiros amigos que queremos para nós e nossos filhos demonstram essas qualidades de amor tanto quanto aquelas mencionadas em 1 Coríntios 13. Não temos maior amigo que Cristo. No entanto, Ele também coloca pessoas dedicadas em nosso caminho para serem nossas amigas. Podemos ser gratos por elas e por sua influência em nossa vida. Em troca, temos o privilégio de, como seguidores de Cristo, ser esse mesmo tipo de amigo aos outros.

Deus coloca em nossa vida pessoas para nos aproximarem mais de Cristo.

Oremos pelas pessoas que estão em busca de amigos verdadeiros.