quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Pacificadores


Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus. Mateus 5.9
Lembro-me de quando, enfim, entendi que Jesus e Tiago não falaram de bem-aventuranças a pessoas que mantêm a paz, mas àquelas que produzem a paz. Há uma diferença. Alguns procuram manter a paz empurrando os conflitos para debaixo do tapete, evitando questões que os poderiam preocupar, ou se calando quando alguém precisa que se fale. Outros produzem a paz sendo reconciliadores, construindo a unidade entre indivíduos e grupos, ajudando as pessoas a apreciar o ponto de vista das outras e a amá-las, apesar das diferenças e em meio aos conflitos. Muitas vezes, tentei manter a paz afastando-me ou até evitando pessoas de quem poderia discordar. Isso poderia ser chamado de "manutenção da paz", mas não é esse o amor ativo que Jesus e Tiago chamaram de pacificação. A verdadeira pacificação é um ato de amor que trabalha pela reconciliação e para o bem de cada pessoa. Jesus abençoou os pacificadores, chamando-os de filhos de Deus. Nós vivemos nossa identidade como filhos de Deus quando nos tornamos verdadeiros pacificadores e assumimos a natureza de amor, perdão e reconciliação de Cristo.

Nós seguimos a Cristo quando promovemos a reconciliação e semeamos a paz!

Oremos pelas pessoas que trabalham pela paz.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Pela fé


Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não veem. Pois, pela fé, os antigos obtiveram bom testemunho. Hebreus 11.1-2
Há muitos anos, quando eu estava na faculdade, um amigo meu fez um pequeno quadro em madeira para o meu dormitório. Era pintado de marrom-escuro, com letras brancas que diziam: "Tenha fé em Deus". Na época, essas palavras eram ao mesmo tempo um desafio e uma esperança para mim e continuam sendo até hoje. Elas desafiavam-me porque, apesar de passar diante desse quadro inúmeras vezes, nem sempre aderi à sua eterna advertência. Às vezes, quando surgiram incertezas no trabalho, demorei a confiar em Deus. Quando as perdas familiares se acumularam, minha confiança no companheirismo de Cristo às vezes diminuiu. Mesmo os momentos alegres foram um desafio, porque, em algumas ocasiões, roubaram-me sutilmente da vigilância de que precisava para cultivar a fé. Mas essas palavras também inspiram esperança. Hebreus 11 lembra-me de que, pela fé, alguns dos personagens bíblicos mais humildes superaram suas circunstâncias e falhas para agradar nosso Criador. Como mostram os evangelhos, Jesus libertou pessoas de "grande fé" (Lucas 7.9), de "pequena fé" (Mateus 6.30) e que até mesmo os que tinham "perdido a fé" (Lucas 8.25). De todos esses encontros, tiro nova esperança e ânimo. Que conforto é saber que Cristo acolhe amorosamente todos os nossos "sinais" de fé!
Deus regozija-Se de nossa fé em crescimento.

Oremos pelas pessoas que enfrentam incertezas no trabalho.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

A, coisa mais importante


As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem. João 10.27
"Qual é a coisa mais importante a fazer?" Era essa a pergunta que me passava pela cabeça enquanto cumpria algumas tarefas em meu dia de folga. A resposta de repente se tornou óbvia: "O mais importante a fazer é visitar Mary!" Queria visitar Mary, uma senhora membro de minha igreja que saíra do hospital algumas semanas atrás, mas eu ainda não visitara. Dei meia-volta e fui para sua casa. Naquela tarde, Mary falou-me do seu amor pela leitura e de como pegava o bonde, quando menina, para ir à biblioteca da cidade. Ela pediu-me para ler lhe em minha próxima visita, então ofereci para ler durante o tempo que me restava naquela tarde. O livro que li nos cativou a ambas, então continuei a ler até passar da hora, e mesmo aí achei difícil parar. Prometi voltar toda tarde de sexta-feira para ler e esperei ansiosamente pela minha próxima visita. Dois dias depois, fiquei arrasada ao saber que Mary havia morrido no dia seguinte à minha visita. Não haveria mais histórias sobre sua infância nem tardes de leitura juntas. Mas sou grata a Deus por aquela tarde. Quantas vezes soube o que era certo fazer e não fiz? Porque respondi ao chamado de Deus, meu dia deu uma volta inesperada, uma volta que ajudou-me a lembrar qual é a coisa mais importante a fazer: ouvir a voz de Deus.
Se perguntarmos e ouvirmos, Deus nos conduzirá ao que é mais importante para nós.
Oremos pelas pessoas que não podem sair de casa.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Fungos entre nós



Se subo aos céus, lá estás; se faço a minha cama no mais profundo abismo, lá estás também. Salmo 139.8
Como turistas em férias, meu marido e eu entramos em uma mina de carvão. Tínhamos descido apenas 90 metros para dentro das profundezas da mina, mas já experimentávamos a intensa sensação de estarmos completamente isolados no subterrâneo frio e úmido. O guia apagou as luzes para que pudéssemos sentir a força opressora da total escuridão. Enquanto estávamos bem no fundo da mina, ele acendeu a luz em seu capacete. Nesse momento, notei algo grudado a uma viga de madeira, no teto da passagem. Uma observação mais de perto revelou três porções de fungos, até ali havia vida. Refletindo, dei-me conta de que, mesmo nas profundezas da terra, Deus está presente. Que pensamento consolador! Não importa onde estamos, seja acima, sobre ou debaixo desta terra, nunca estamos sós. Deus está sempre conosco.

Nos momentos mais sombrios da vida, Deus nos oferece vida.
Oremos pelos mineiros e mineiras e suas famílias

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Nossos ninivitas

Amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem; para que vos torneis filhos do vosso Pai celeste, porque ele faz nascer o seu sol sobre maus e bons e vir chuvas sobre justos e injustos. Mateus 5.44-45
Jonas estava furioso por Deus ter perdoado os ninivitas, inimigos de Israel, quando eles se arrependeram. Sua amargura o manteve no sol escaldante enquanto observava a cidade, esperando que Deus substituísse a misericórdia por ira. Eu costumava ficar perplexo com o tamanho do ressentimento de Jonas pelos ninivitas. Então lembrei-me de um tempo em que, recém-saído da escola, trabalhei como operário na construção de uma linha de energia elétrica sob as ordens de um guarda-linhas veterano a quem chamarei de "Jack". No trabalho, Jack gritava constantemente com todos nós, usando linguagem vulgar para insultar nossa inteligência e nossa capacidade. Não só isso, a equipe dividia um apartamento quando estávamos longe de casa; Jack às vezes chegava, depois de uma noite de bebedeira, e comia o alimento que havíamos comprado para o almoço. Uma noite, li Mateus 5.44-45 e decidi orar por meu inimigo, Jack. Pedi a Deus que o salvasse, mas meu coração não estava totalmente dedicado ao pedido. Anos depois que saí desse emprego, encontrei um homem da cidade de Jack e perguntei sobre ele, esperando ouvir más notícias. O homem informou-me que Jack era pastor naquela cidade. Fiquei chocado e, no fundo, um pouco desapontado. Onde está a justiça nisso?, pensei. Como Jonas, sabia que nós servimos a um Deus de compaixão e temia que minha oração tíbia fosse respondida. Desde então, agradeci a Deus por me mostrar compaixão por Jack, porque foi a mesma compaixão que Ele mostrou por mim.
O amor de Deus pode transformar nossos inimigos e a nós mesmos.
Oremos por nossos inimigos e inimigas

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Amor ilimitado



[...] nem altura, nem profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor. Romanos 8.39
Minha filha, meu genro e minhas três netinhas vivem longe de casa. Eles estão em outro continente, do outro lado do oceano Atlântico, em outro hemisfério e em outro fuso horário. Sempre que nos visitamos, aproveitamos cada momento de nosso convívio. Pouco depois de minha última visita, pensei em minha filha, o quanto eu a amava e o quanto sentiria sua falta. E sabia que, embora estivéssemos separadas fisicamente por oceanos e continentes, nada poderia interromper o amor que partilhamos. Onde quer que nossos queridos se encontrem no mundo, sempre estaremos ligados uns aos outros pelo amor. Isso pode nos mostrar algo sobre como ouvimos essa verdade. As palavras de uma antiga música gospel são simples, mas verdadeiras: "Grande, grande como o oceano, alto como o céu acima; profundo, profundo como o mar mais fundo é o amor do meu Salvador". O amor de Deus alcança a todos nós, onde quer que estejamos.
O amor nos une a Deus e uns aos outros.
Oremos pelas famílias que vivem separadas.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

A bênção de Deus



Volta-te, Senhor, e livra a minha alma; salva-me por tua graça. Salmo 6.4
Por muitos anos, pude dizer às pessoas que Deus havia me abençoado com boa saúde. Então, em 2005, descobri que tinha câncer. Para alguém que só havia tido doenças simples na vida, o câncer foi um choque e tanto. Durante todo o meu tratamento, muitos de meus amigos oraram por mim. Passei por alguns momentos de ansiedade, mas estava sempre consciente de que aqueles que me amavam estavam orando por mim e pedindo a Deus que me sustentasse. Comecei a perceber que ainda tinha a maior de todas as bênçãos: o amor incondicional de Deus demonstrado por meio do amor de familiares e amigos queridos. Estou muito bem agora e venci a batalha contra o câncer. Mas, se as coisas não tivessem corrido bem, ou se o câncer voltar, no futuro, ainda tenho a bênção do amor de Deus por mim, aconteça o que acontecer. Hoje simplesmente digo às pessoas que Deus me abençoou com um amor maior que qualquer luta que eu possa ter de travar.
O poder de Deus é maior que qualquer problema que possamos enfrentar.

Oremos pelas pessoas em tratamento contra um câncer.