quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Tempo para amar


Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a própria vida em favor dos seus amigos. João 15.13
Pela segunda vez na semana, recebi um telefonema incomum de um amigo. A conversa não fazia sentido, e eu estava ocupado demais para me dar ao trabalho de investigar o motivo do seu telefonema. Ao longo do dia, conforme trabalhava, minha mente continuava a voltar para o telefonema. Então, recebi um e-mail do No Cenáculo, que convidava escritores do passado para reservar um tempo e enviar uma meditação. De repente, tudo ficou claro para mim: Deus estava falando comigo, exatamente como fazia todas as manhãs, por meio das meditações que leio em No Cenáculo, no início do dia. Pensei: Quantas vezes um escritor distante, muitos meses antes, escreveu algo que fez profunda diferença em minha vida no dia em que o li? Percebi que eu talvez pudesse fazer alguma diferença na vida de meu amigo. Interrompi o que estava fazendo e telefonei para ele. Logo soube que ele tinha perdido o emprego e estava envergonhado demais para pedir ajuda. Deus nos pede que demonstremos amor cristão reservando tempo em meio a nossos negócios para escutar e oferecer amor a pessoas necessitadas. Às vezes, bastarão alguns minutos de oração, mas, com frequência, é algo mais. Se permanecermos rotineiramente em Deus, ouviremos Seu chamado todos os dias e saberemos o que fazer.
Nós somos os olhos, os ouvidos, a voz e as mãos de Deus agindo no mundo.
Oremos pelas pessoas que estão procurando emprego.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Coração sensível



[Jesus disse:] Porque o coração deste povo está endurecido, de mau grado ouviram com os ouvidos e fecharam os olhos; para não suceder que vejam com os olhos, ouçam com os ouvidos, entendam com o coração, se convertam e sejam por mim curados. Mateus 13.15
Depois de um intervalo de mais de 35 anos, comecei, novamente, a tocar violão. Eu havia parado de tocar na adolescência e tinha me esquecido do maior obstáculo a essa tarefa: os dedos macios. Os guitarristas têm de acumular uma camada de calos na ponta dos dedos para que, ao pressionar as cordas, não se machuquem. Finalmente, ganhei calos suficientes nas pontas dos dedos. Mas, quando pego uma moeda, aliso os cabelos de minha filha ou toco em meu próprio rosto, sinto apenas a pressão de um objeto através dos calos, e não o objeto em si. Agora consigo entender melhor a barreira entre mim e o Senhor. Meu coração ficou calejado. O Espírito Santo nos fala dentro de nosso coração. Numa relação correta com Deus, nós abrimos nosso coração calejado à presença do Espírito Santo. Se o fizermos, não estaremos entre as pessoas que ouvem e não entendem, vêem, mas não enxergam, tocam, mas não sentem.
O correto relacionamento com Deus mantém o coração suavizado.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Bens estimados


O Senhor, teu Deus, te escolheu, para que lhe fosses o seu povo próprio, de todos os povos que há sobre a terra. Deuteronômio 7.6
Logo acima da pia da minha cozinha, há uma prateleira que sustenta uma interessante coleção de objetos estimados. Ao longo dos anos, meus filhos, hoje adolescentes, me deram presentes que estimo profundamente ? um cartão de aniversário feito à mão, um jarro de flores pintado, uma escultura moldada em barro. Esses presentes estão separados das outras coisas, porque me lembram da relação especial e amorosa que tenho com meus filhos. Sempre que leio o versículo acima, penso na prateleira em minha cozinha e nos presentes estimados e lembro-me de que eu, como os israelitas do passado, fui escolhida como um bem precioso de Deus. Dentro de cada um de nós há uma profunda ânsia de receber amor e estima. Deus nos ama não pelo que somos ou por qualquer coisa que possamos fazer, mas porque Sua natureza é o amor e, a Seus olhos, temos valor inestimável. Não importa o caminho que trilhamos na vida, Deus nos mantém próximos e nos ama muito mais do que todos os tesouros terrenos que jamais estimaremos.
Somos bens preciosos de Deus, separados para a Sua alegria.
Oremos
pelas pessoas que não descobriram o amor de Deus.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Jardim ou jardineiro?



Pois qual de vós, pretendendo construir uma torre, não se assenta primeiro para calcular a despesa e verificar se tem os meios para a concluir? Para não suceder que, tendo lançado os alicerces e não a podendo acabar, todos os que a virem zombem dele, dizendo: Este homem começou a construir e não pôde acabar. Lucas 14.28-30
Eu adoro cultivar belas flores coloridas. As pessoas admiram meu canteiro e me pedem para ajudá-las a plantar um. Mas o que descubro é que a maioria das pessoas, na realidade, quer é um jardineiro. Depois de plantarem as flores, quando começa o trabalho árduo e tedioso de arrancar as ervas daninhas, regar e podar, muitas dessas pessoas negligenciam o jardim. Deixado ao abandono, ele não floresce. Há um preço para se ter um jardim bonito e saudável. Vejo um padrão semelhante em minha vida. Quero ter uma relação mais próxima com Deus e a beleza que isso traz. Mas, então, começa o árduo trabalho da obediência. Tendo a ficar preguiçosa e enfadada. Para ter uma relação saudável com Deus, tenho de ser diligente no trabalho de cuidar desse relacionamento.
Como estou cuidando de minha relação com Deus?
Oremos pelas pessoas que trabalham em jardinagem.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Trabalho novo, oportunidade nova



[O Senhor diz:] Procurai a paz da cidade para onde vos desterrei e orai por ela ao Senhor; porque na sua paz vós tereis paz. Jeremias 29.7
Depois de perder o emprego, sabia que tinha de encontrar outro para sustentar minha esposa e meu filho. Finalmente, encontrei trabalho em nossa capital, uma grande região metropolitana. Meu novo emprego também significava que eu teria de me mudar de minha pequena cidade para a metrópole. Durante as duas primeiras semanas, eu sentia como se estivesse no exílio. Em meio a imensos congestionamentos de trânsito a caminho do trabalho, lembrava-me de minha cidadezinha calma e simpática, onde podia ir a qualquer lugar de bicicleta. Então, me lembrei dos israelitas que foram levados pelos babilônios para o exílio em país estrangeiro. Em meio ao exílio, Deus lhes ordenou que permanecessem fortes e fiéis e praticassem boas obras. Deus lhes disse para buscarem o bem-estar de sua nova cidade e orarem por ela e seu povo. Assim como os israelitas, Deus queria que eu procurasse o bem-estar da minha nova cidade. Onde quer que eu viva, posso ser a luz e esperança do amor de Deus e orar pelas pessoas e pela cidade. Agora, quando vou de ônibus para o trabalho, oro pelos outros passageiros, pelo motorista, pelas outras pessoas nas ruas e peço a Deus que abra o coração daquelas que precisam conhecer a Jesus Cristo.
Encontramos nosso bem-estar procurando o bem-estar das outras pessoas.
Oremos pelas pessoas que procuram emprego.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Tradição vitalícia


Ensinai [as palavras do Senhor] a vossos filhos, falando delas assentados em vossa casa, e andando pelo caminho, e deitando-vos, e levantando-vos. Deuteronômio 11.19
Durante a maior parte dos nossos 60 anos de casamento, meu marido e eu temos lido juntos o No Cenáculo e a Bíblia. Muitas vezes, sentimos empatia pela experiência de algum escritor e o incluímos em nossas orações do dia. Cada mensagem enriqueceu nossa vida. No entanto, a idade avançada está cobrando seu preço e nem sempre conseguimos nos lembrar do que lemos há apenas uma hora! Isso nos incomoda, porque estas devoções são significativas demais para simplesmente nos permitirmos esquecê-las. Queremos reter o que lemos, de modo a continuarmos nos aproximando de Deus. Encontramos uma solução que está nos ajudando a reter o conteúdo da mensagem do dia. Antes de começarmos a ler, revemos a do dia anterior. Nossas memórias preguiçosas começam a despertar conforme relembramos os detalhes. Esse processo tornou-se importante para nós. Ele se baseia em um princípio que aprendemos na escola: a repetição constante ajuda a reter informações. Queremos continuar a crescer mental e espiritualmente enquanto tivermos vida física, de modo a podermos ser sempre úteis a Deus.
A repetição pode ser uma chave importante para preservar o conhecimento.
Oremos pelas pessoas que têm problemas de memória.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Curando corações partidos


[Jesus leu:] O Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu para evangelizar os pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos. Lucas 4.18

Recentemente, deparei com uma situação que me trouxe lembranças de acontecimentos dolorosos do passado. No entanto, percebi que já não sofria como antes. Na realidade, as mágoas que me foram infligidas causaram pouco dano real; mesmo assim, esses atos dolorosos foram muito difíceis na época. Ao comentar com minha mulher sobre o passado, eu disse: "Sabe de uma coisa? Isso já não tem importância". Ao que ela respondeu: "Na verdade, nunca teve". "Sim, eu sei", respondi. "Só que agora não tem importância para mim." Naquele momento, percebi que Deus havia curado meu coração. As mágoas do coração são únicas para a pessoa que as sofre. Algumas são mais profundas que outras; porém, todas as feridas nos afetam. Às vezes, elas não curam depressa. Às vezes, nos recuperamos e ficamos sem cicatrizes, mas pode ser que as marcas pareçam nunca desaparecer. Mesmo quando outras pessoas nos dizem que aquilo não deveria importar mais, ainda assim pode importar para nós. Porém, em todas as situações, se nos voltarmos para Cristo, descobriremos que Ele ainda cura corações partidos.
Deus cura corações partidos.
Oremos por alguém que esteja sofrendo por causa de uma mágoa.