quarta-feira, 16 de março de 2011

A segunda milha


Se alguém te obrigar a andar uma milha, vai com ele duas. Mateus 5.41
Uma nova pizzaria abriu em nosso bairro. Um dia, fui até lá e pedi uma pizza e um café. Fiquei surpresa quando o garçom também trouxe um pratinho com chocolates e doces. Eu não os havia pedido. Não eram esperados, por isso fiquei contente. Mas as surpresas não pararam aí. Quando pedi a conta, ela veio acompanhada de uma goma de mascar. Os funcionários da pizzaria não se restringem a cumprir suas obrigações, mas também atendem os clientes de outras maneiras. Estas gentilezas levaram-me a pensar sobre como os cristãos obedecem à ordem bíblica para servir. Deus alegra-Se quando não nos limitamos a apenas cumprir nossas tarefas, mas investimos nelas amor, cuidado, atenção e diligência. Quando aplicamos os princípios de Deus em nossa vida, permitimos que Sua graça se revele em nós e por nosso intermédio. E por todo o mundo haverá mais sorrisos, palavras gentis e alegria, esperança e encorajamento inesperados.
Onde posso fazer mais do que é esperado de mim, como um ato de amor?
Oremos
pelas funcionárias e funcionários dos restaurantes.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Perdão na Família



Não se deixem vencer pelo mal, mas vença o mal com o bem (Rm 12.21).

Deus criou a família; e a fez para que seja um refúgio de paz, alegria e equilíbrio em meio à angústia, desesperança e confusão da sociedade em que vivemos. Entretanto, há várias ameaças que colocam em risco a harmonia da família. É importante meditar no ensino bíblico a respeito do perdão na família; mais importante ainda é viver este ensino.
O perdão é uma necessidade no relacionamento familiar. Não é novidade para ninguém que toda família tem problemas. Por mais graves que possam ser os erros que os membros da família possam cometer uns contra os outros, o perdão continua a ser uma necessidade. Enquanto esta necessidade não for satisfeita, a situação dos envolvidos só piorará. A passagem do tempo não é capaz de resolver muitos problemas que surgem entre parentes. Só o perdão é capaz de fazê-lo. Pedir, dar e aceitar o perdão é uma necessidade vital para a saúde emocional, espiritual (e até física) de qualquer família.
Uma família só pode ser sustentada pela presença do amor. Aquele que ama procura fazer algo em favor de quem o ama. Na história bíblica de José do Egito temos um grande exemplo. José revelou um amor autêntico aos seus familiares, concedeu o perdão, promovendo assim a união familiar, oferecendo recursos para a sobrevivência dos seus queridos. Se não estamos vivendo bem em família precisamos analisar onde ficou o primeiro amor. Fazendo um resgate do amor será fácil perdoar.
No lar, todos precisam se sentir à vontade. Cada um deve ter espaço para compartilhar seus problemas, resolver as suas dúvidas, falar das suas necessidades, comemorar as suas vitórias. É preciso aprender a respeitar as diferenças, evitando agressões verbais. Devemos aprender a ouvir. Não podemos julgar antes de conhecermos qual foi o motivo de um ato que nos desagradou, ou de uma palavra que nos feriu. Precisamos resgatar uma comunicação amorosa, uma palavra branda que desvia o furor.

Através da comunicação podemos alcançar o perdão.

quarta-feira, 9 de março de 2011

O fim do maná


Comeram do fruto da terra, no dia seguinte à Páscoa; pães asmos e cereais tostados comeram nesse mesmo dia. [...] cessou o maná. Josué 5.11-12
Por 40 anos no deserto, o povo de Deus teve a garantia de que não passaria fome. Mas ele podia ficar ? e ficou ? enjoado de sua enfadonha dieta de maná. Então, assim que o povo atravessou o rio Jordão e entrou na Terra Prometida, o maná acabou ? acabou-se a garantia de comida. O povo de Deus tinha a liberdade de falhar, mas também tinha a fé que podia ajudá-lo a ser bem-sucedido. Talvez tenha sido por isso que marcaram a travessia do rio celebrando a Páscoa e comendo o pão ázimo. Nossos 40 dias de Quaresma podem ser uma lembrança dos 40 anos dos hebreus no deserto. Nossos rituais cristãos que envolvem o jejum em vez de festejos podem às vezes parecer monótonos e lúgubres. Ainda assim, temos a certeza de que os atravessaremos com reflexão e confissão. E nossa refeição de esperança, o pão e o vinho, simboliza a fé que nos prepara para responder ao chamado de Cristo. Além da escravidão do pecado está a liberdade da ressurreição. Essa é a terra prometida que nos aguarda. Quando partilhamos o pão e o vinho, experimentamos um pequeno gosto da ressurreição. Essa não é uma refeição insípida!
Jesus é o pão da vida.
Oremos pelos/as que têm fome da verdade de Deus.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Boas ações


Consideremo-nos também uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras. Hebreus 10.24
Meu amigo Tom mudou-se recentemente para a Guatemala, como missionário. Tom serve em uma aldeia pequena e remota, onde supervisiona uma clínica de saúde que ajuda mulheres e crianças, especialmente, que enfrentam o desespero, a doença e a má nutrição. Alguns meses depois de Tom chegar lá, ele me enviou um pequeno suprimento de pulseiras de oração - pequenas faixas de pano feitas por mulheres da aldeia. Atei uma delas em meu pulso para me lembrar de orar pelo trabalho de Tom e pelo povo da Guatemala. Sempre que eu olhava para a pulseira ou me apercebia dela no pulso, eu sussurrava uma oração, pedindo encorajamento para Tom e que sua boa obra continuasse. Orei por Tom e pelo povo da Guatemala em alguns lugares bem interessantes - enquanto assistia a um jogo de futebol na faculdade, dirigindo meu carro e bebendo uma xícara de café pela manhã. O que aprendi foi o seguinte: nossas orações não têm que ser floreadas ou demoradas, mas, sempre que oramos pelas outras pessoas, isso pode incentivá-las a continuarem na boa obra que Deus preparou para elas.
Hoje, onde posso animar outras pessoas enquanto servem?
Oremos pelo povo da Guatemala.

quarta-feira, 2 de março de 2011

"Vamos orar"



Se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá, e ele passará. Nada vos será impossível. Mateus 17.20
Tia Marion tinha oito filhos e uma família enorme. Era ela que todos nós procurávamos quando tínhamos alguma dificuldade ou preocupação, ou quando queríamos partilhar alguma boa notícia. Uma das muitas coisas que eu gostava nela era que, sempre que lhe telefonava com um problema, em algum momento ela dizia: "Vamos orar". E então fazíamos exatamente isso. Tia Marion acreditava em Deus. A Bíblia diz que orar faz uma grande diferença (Tiago 5.16); tia Marion conhecia essa verdade e sabia que podíamos contar com ela. Ela dava um bom exemplo de fé. Todas as manhãs, ela se sentava à mesa da cozinha com sua Bíblia, uma revista devocional diária e seu diário. A maioria das páginas desse último estava repleta não de relatos sobre preocupações e mágoas da vida, mas de versículos que ela tinha anotado para lidar com qualquer situação que enfrentasse. A fé não é tangível, mas uma maneira de ter fé é agir a partir da verdade da palavra de Deus. Isso pode tornar visível a nossa fé. Em circunstâncias desafiadoras, em vez de me concentrar nos problemas ou nas preocupações, posso ler a palavra de Deus, lembrá-la e refletir sobre sua verdade - algo que nunca muda. Deus pode nos ajudar a usar até uma pequena quantidade de fé para mover montanhas.
A leitura da Bíblia nos oferece verdade e força.
Oremos pelas "tias Marions" de nossa vida.

terça-feira, 1 de março de 2011

Elevo os meus olhos



Do Senhor vem a salvação dos justos; ele é a sua fortaleza na hora da adversidade (Sl 37:39).

Há tantas pessoas no mundo que baixam o olhar, que andam curvadas, dobradas sobre si mesmas, só vendo dificuldades e problemas, ainda que bem reais...
O salmista compreendeu e Deus o fez expressar nestas linhas, que há uma outra atitude - um segredo -: olhar para cima... "Elevo os meus olhos para os montes"... e o socorro virá daquEle que fez as promessas e que é fiel para cumpri-las.
Aquele para quem elevamos os olhos e que nos salva, prometeu continuar a guardar-nos. Se confiarmos nEle e seguirmos o que nos diz em Sua Palavra, "não deixará vacilar o nosso pé". Exercerá uma vigilância paternal, distanciando o inimigo e afastando os perigos.
Ele não tem um só momento de descuido ou de esquecimento de seu filho querido. "Não tosquenejará, nem dormirá". O Senhor usa esta figura de nossa vida para podermos melhor compreender até onde Ele é nossa paz e segurança, Ele, o Todo-poderoso! O que guarda a Israel, guarda também aquele ou aquela que, sob a nova aliança do sangue de Seu Filho Jesus, põe nEle confiança filial. Ele jurou e cumpre Sua Palavra. Por isso, façamos nossas as Suas promessas!
"O Senhor é a tua sombra à tua direita". Permanece Ele muito perto de nós, ao nosso lado. É a nossa sombra enquanto realizamos conscienciosamente nosso trabalho. Protege-nos das ciladas do dia-a-dia e dos perigos da noite. Vê aquilo que nós não percebemos e protege-nos enquanto nós permanecemos em Seu caminho. Dá-nos a Sua paz e a proteção à nossa alma.
O salmista termina este salmo de louvor, falando deste novo pondo de partida, deste "desde agora" em que nós aceitamos o Salvador. Agora, onde estivermos, Ele aí está como nosso escudo, nosso socorro.
Se permanecermos em Sua vontade, não teremos medo do futuro, porque Ele guardará a nossa entrada e a nossa saída, "DESDE AGORA E PARA SEMPRE".

Abra os olhos e eleve os olhos

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

As provações em nossa vida


Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças. Filipenses 4.6
Depois que meu terceiro filho nasceu, fiquei dominada pelas emoções. Sentia-me abençoada por ter três meninos saudáveis e um marido amoroso, mas não conseguia me livrar do sentimento de tristeza. Seria depressão pós-parto? Falta de sono? Meses mais tarde, depois que a tristeza se transformou em desespero, dei entrada num hospital. Sentia-me humilhada, frustrada e zangada com o mundo, mas ficava no quarto árido sem conseguir chorar. Agarrei-me à minha Bíblia, sem querer largá-la, mas também sem força para abri-la. Uma enfermeira entrou. Ela sentou-se junto à minha cama, onde eu estava em posição fetal. Não conseguia olhar para ela. Calmamente, ela tirou a Bíblia de minhas mãos e abriu-a. "Não andeis ansiosos de coisa alguma", ela leu em Filipenses. Conforme ela continuou lendo, meu coração foi se acalmando e minha alma abriu-se. Sentamo-nos e choramos juntas. Pela primeira vez em meses senti a dor, a vergonha e a depressão saírem de cima de meus ombros. Mantenho esse versículo bíblico afixado em meu banheiro e leio-o todas as manhãs. Aquela enfermeira ajudou-me a entrar no caminho da recuperação. Ela tocou meu coração e ajudou minha alma a curar-se lendo para mim a palavra de Deus.

Busque a luz de Deus em qualquer lugar escuro.
Oremos pelos novos pais e mães.