quinta-feira, 31 de março de 2011

Sustento nas mãos de Deus


Se tomo as asas da alvorada e me detenho nos confins dos mares, ainda lá me haverá de guiar a tua mão, e a tua destra me susterá. Salmo 139.9-10
Minhas netinhas e eu já estávamos deitadas para dormir quando Amanda, que tinha 4 anos e estava na cama ao lado, me falou: "Vó, vamos dormir de mãos dadas?" Prontamente concordei. Demos as mãos e ela em poucos minutos adormeceu. O que será que passou por sua cabecinha ao dar-me as mãos? Carinho, proteção, aconchego? Talvez todas as sensações juntas. Veio-me então à mente quão privilegiados somos. Temos à nossa disposição as mãos de Deus. Elas estão sempre estendidas para nós, basta erguermos as nossas em Sua direção e elas estarão lá para nos proteger, guiar, aconchegar e sustentar. Muitas vezes, em nossa aflição, nos esquecemos desse gesto tão simples - buscar o sustento nas mãos de Deus.
Deus nunca falha quando procuramos Suas benditas mãos.
Oremos pelas pessoas que precisam de sustento e amparo.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Peregrinos



Amados, insisto em que, como estrangeiros e peregrinos no mundo, vocês se abstenham dos desejos carnais que guerreiam contra a alma (I Pe 2.11).

A caminhada do povo de Israel pelo deserto em peregrinação rumo a Terra prometida é sempre uma ótima comparação com a nossa caminhada neste mundo em direção a Nova Jerusalém, ao encontro com Deus no céu. Infelizmente, como aquele povo se desviou pelo caminho, muitas vezes nós também tomamos atitudes erradas e vivemos como se o deserto fosse a nossa morada.
Todos os dias é preciso lembrar que somos peregrinos, estrangeiros neste mundo. Devemos nos afastar dos pecados e desejos que lutam contra nossa santidade. Nosso comportamento deve demonstrar nossa fé. Nós somos o povo de Deus, devemos viver conscientes de que o caminho é um processo de descoberta, uma preparação para algo que está por vir. Ser um peregrino, que vive comprometido com a sua missão e por onde passa se compromete com as pessoas que conhece, unindo forças para cumprir o seu chamado.
Muitas pessoas até conseguem compreender que este mundo não é seu lar, mas no lugar de viverem como peregrinos vivem como turistas. Pessoas que só estão interessadas em si mesmo. O turista está de passagem e sua motivação é viver novas experiências. Ele quer desfrutar dos lugares que conhece, mas não se compromete com nada e ninguém que está à sua volta. Muitos vivem como se Deus as tivesse colocado no mundo para uma temporada de férias. Fazem de seus dias uma aventura divertida, sem compromisso. Vivem livremente fazendo o que acham melhor.
É preciso entender que a vida que recebemos é dada por Deus com o propósito de cumprir nossa missão. Como peregrinos devemos viver pela fé como Abraão, que obedeceu o seu chamado, deixando tudo para trás, peregrinou pelo deserto em busca da terra prometida. Fez isso, pois sua esperança não era limitada a este mundo, esperava uma pátria melhor, a pátria celestial.

Os peregrinos mostram em sua vida que estão em busca de uma pátria.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Oração diária


Perseverai na oração. Colossenses 4.2
Costumava pensar em como seria passar um dia em oração contínua. Pensava que a constante devoção à oração só podia ser alcançada por clérigos ordenados que haviam dedicado sua vida ao louvor a Deus. Nós, que estamos na vida secular, achamos isso um pouco intimidante. Nossa vida é atarefada. Com tantas coisas para fazer ao longo do dia, estamos sempre correndo de uma atividade a outra. Não é de se admirar que estejamos estressados no fim do dia. Decidi tentar o "orai sem cessar" (1 Tessalonicenses 5.17), sem saber como começar, exceto repetindo orações formais que conhecia. Finalmente, comecei a conversar com Deus como faria com um bom amigo. Quando começamos a orar com intencionalidade, passamos a enxergar Deus em qualquer parte de nossa vida. Muitas vezes, a oração não exige palavra alguma. O amor e a bondade demonstrados a outra pessoa são oração em ação.
Tudo aquilo que nos liga a Deus pode ser uma forma de oração.
Oremos
pelo clero de nossa comunidade.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Dando vida aos sonhos


Àquele que é capaz de fazer infinitamente mais do que tudo o que pedimos ou pensamos, de acordo com o seu poder que atua em nós (Ef 3.20).

Nada pode ser construído se antes não existir um sonho. Os sonhos são um ponto de partida para a realização do melhor que Deus tem para nós.
O problema acontece exatamente aí. Já sonhamos demais, já nos decepcionados demais; aí, não sonhamos mais. Decretamos a morte do sonho.
Mas podemos ver essa situação mudar. Por mais desanimados e desumorados que estejamos, mesmo que o tempo tenha se encarregado de apagar os nossos sonhos; quando buscamos a presença de Deus em nossas vidas, voltamos a sonhar. Sonhar os sonhos de Deus, que faz muito mais do que pedimos e pensamos.
O texto de Atos 2:17 diz que quando o Espírito Santo é derramado, os velhos sonharão. Os velhos, muitas vezes são lembrados como uma classe de pessoas que já não sonham mais. Afirmar que eles sonharão é dizer que qualquer pessoa pode voltar a sonhar na presença de Deus. O Espírito Santo é derramado em nossos corações a cada dia. Ele tem sido o nosso consolador, é Ele quem nos faz voltar a sonhar.
Quando voltamos a sonhar, precisamos em primeiro lugar, colocar os nosso sonho em prática. Sonhar sem agir é apenas como sonhar e esquecer. Depois de dormirmos uma noite, acordamos e chegamos a consciência; assim o sonho se apaga. Para não esquecer devemos anotar nosso sonho. Devemos trabalhar nosso sonho, cultivá-lo, dar vida a ele. Não acorde de seu sonho antes que ele chegue ao fim, não deixe que ele sejam apenas um sonho. Portanto, com o auxilio de Deus, aproveite seu sonho.
Em segundo lugar devemos tomar cuidado para não sonhar demais. Simplesmente sonhar não quer dizer nada. Diz um provérbio Inglês: “Se os sonhos fossem cavalos, os mendigos seriam todos cavaleiros”. Ec. 5:7 (RA) nos lembra que “na multidão dos sonhos há vaidade”. Tenha um alvo definido em sua vida; sonhe com qualidade, não apenas em quantidade. Não tente fazer de tudo pois, assim, vai acabar não fazendo nada.
Dedique-se ao seu papel na história, acredite em seus sonhos e construa sua história, faça dela a melhor história que você puder.


Sonhar não deve ser algo apenas para quem está dormindo

quarta-feira, 16 de março de 2011

A segunda milha


Se alguém te obrigar a andar uma milha, vai com ele duas. Mateus 5.41
Uma nova pizzaria abriu em nosso bairro. Um dia, fui até lá e pedi uma pizza e um café. Fiquei surpresa quando o garçom também trouxe um pratinho com chocolates e doces. Eu não os havia pedido. Não eram esperados, por isso fiquei contente. Mas as surpresas não pararam aí. Quando pedi a conta, ela veio acompanhada de uma goma de mascar. Os funcionários da pizzaria não se restringem a cumprir suas obrigações, mas também atendem os clientes de outras maneiras. Estas gentilezas levaram-me a pensar sobre como os cristãos obedecem à ordem bíblica para servir. Deus alegra-Se quando não nos limitamos a apenas cumprir nossas tarefas, mas investimos nelas amor, cuidado, atenção e diligência. Quando aplicamos os princípios de Deus em nossa vida, permitimos que Sua graça se revele em nós e por nosso intermédio. E por todo o mundo haverá mais sorrisos, palavras gentis e alegria, esperança e encorajamento inesperados.
Onde posso fazer mais do que é esperado de mim, como um ato de amor?
Oremos
pelas funcionárias e funcionários dos restaurantes.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Perdão na Família



Não se deixem vencer pelo mal, mas vença o mal com o bem (Rm 12.21).

Deus criou a família; e a fez para que seja um refúgio de paz, alegria e equilíbrio em meio à angústia, desesperança e confusão da sociedade em que vivemos. Entretanto, há várias ameaças que colocam em risco a harmonia da família. É importante meditar no ensino bíblico a respeito do perdão na família; mais importante ainda é viver este ensino.
O perdão é uma necessidade no relacionamento familiar. Não é novidade para ninguém que toda família tem problemas. Por mais graves que possam ser os erros que os membros da família possam cometer uns contra os outros, o perdão continua a ser uma necessidade. Enquanto esta necessidade não for satisfeita, a situação dos envolvidos só piorará. A passagem do tempo não é capaz de resolver muitos problemas que surgem entre parentes. Só o perdão é capaz de fazê-lo. Pedir, dar e aceitar o perdão é uma necessidade vital para a saúde emocional, espiritual (e até física) de qualquer família.
Uma família só pode ser sustentada pela presença do amor. Aquele que ama procura fazer algo em favor de quem o ama. Na história bíblica de José do Egito temos um grande exemplo. José revelou um amor autêntico aos seus familiares, concedeu o perdão, promovendo assim a união familiar, oferecendo recursos para a sobrevivência dos seus queridos. Se não estamos vivendo bem em família precisamos analisar onde ficou o primeiro amor. Fazendo um resgate do amor será fácil perdoar.
No lar, todos precisam se sentir à vontade. Cada um deve ter espaço para compartilhar seus problemas, resolver as suas dúvidas, falar das suas necessidades, comemorar as suas vitórias. É preciso aprender a respeitar as diferenças, evitando agressões verbais. Devemos aprender a ouvir. Não podemos julgar antes de conhecermos qual foi o motivo de um ato que nos desagradou, ou de uma palavra que nos feriu. Precisamos resgatar uma comunicação amorosa, uma palavra branda que desvia o furor.

Através da comunicação podemos alcançar o perdão.

quarta-feira, 9 de março de 2011

O fim do maná


Comeram do fruto da terra, no dia seguinte à Páscoa; pães asmos e cereais tostados comeram nesse mesmo dia. [...] cessou o maná. Josué 5.11-12
Por 40 anos no deserto, o povo de Deus teve a garantia de que não passaria fome. Mas ele podia ficar ? e ficou ? enjoado de sua enfadonha dieta de maná. Então, assim que o povo atravessou o rio Jordão e entrou na Terra Prometida, o maná acabou ? acabou-se a garantia de comida. O povo de Deus tinha a liberdade de falhar, mas também tinha a fé que podia ajudá-lo a ser bem-sucedido. Talvez tenha sido por isso que marcaram a travessia do rio celebrando a Páscoa e comendo o pão ázimo. Nossos 40 dias de Quaresma podem ser uma lembrança dos 40 anos dos hebreus no deserto. Nossos rituais cristãos que envolvem o jejum em vez de festejos podem às vezes parecer monótonos e lúgubres. Ainda assim, temos a certeza de que os atravessaremos com reflexão e confissão. E nossa refeição de esperança, o pão e o vinho, simboliza a fé que nos prepara para responder ao chamado de Cristo. Além da escravidão do pecado está a liberdade da ressurreição. Essa é a terra prometida que nos aguarda. Quando partilhamos o pão e o vinho, experimentamos um pequeno gosto da ressurreição. Essa não é uma refeição insípida!
Jesus é o pão da vida.
Oremos pelos/as que têm fome da verdade de Deus.