quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Amargura


O SENHOR viu a amargura com que todos em Israel, tanto escravos quanto livres, estavam sofrendo; não havia ninguém para socorrê-los (2 Rs 14.26).

Uma planta recebe alimento pela raiz que cresce debaixo da terra e vai se fixando ao solo. A sua saúde depende da sua raiz. A vida de uma pessoa também pode ser abalada se a raiz de amargura começa a fixar-se em seu coração. A amargura pode despercebidamente crescer dentro de nós. Ela é um sentimento caracterizado principalmente por recusar de forma cega e doentia a reconciliação. A amargura pode ser alimentada por constantes discussões e pensamentos maus a respeito de uma pessoa. Quando falamos mal de alguém contaminamos outras pessoas com o mesmo sentimento de desacordo.
Nosso texto fala que Esaú sofreu muito por ter vendido o direito de primogenitura ao seu irmão Jacó. Ao ouvir as palavras de seu pai abençoando seu irmão deu um forte grito e, cheio de amargura, implorou para também ser abençoado. A família é o local preferido da amargura. Por isso devemos intensificar nosso combate a ela em nosso lar. A Bíblia orienta os maridos a não tratarem sua mulher com amargura. Diz que os filhos tolos podem trazer grande tristeza e amargura para o seu lar. Que os pais não devem tratar seus filhos com provocações, irritando-os, para que eles não fiquem desanimados e amargurados. Também afirma que morar com uma mulher rixosa é motivo de insatisfação e amargura para o marido.
A libertação da amargura é através do perdão. É preciso perdoar quem nos ofendeu como Cristo nos perdoou. É preciso buscar reconciliação e esquecer o que já passou. Livrar-se da amargura, sendo bondoso e compassivo com as pessoas.
Quando estamos amargurados parece que é impossível recobrar a alegria e a paz. Nos sentimos sozinhos, mas devemos lembrar que o Senhor sabe o que estamos sentindo e nos socorre, quando na amargura, buscamos a sua ajuda, colocando diante dele as nossas queixas, fixando a raiz de nosso coração em Deus.

Amargura e indignação devem dar lugar à bondade e a compaixão.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Consciência



Quanto mais o sangue de Cristo, que pelo Espírito eterno se ofereceu de forma imaculada a Deus, purificará a nossa consciência de atos que levam à morte, para que sirvamos ao Deus vivo (Hb 9:14)!

No ano de 1984 um avião caiu na Espanha depois de se chocar com uma montanha. No áudio encontrado da caixa preta da aeronave, ficou gravada uma voz eletrônica do alarme do avião que repetia a palavra em inglês: “Levante! Levante!” Depois a voz do piloto dizendo: “Cale a boca, gringo”. O piloto deve ter achado que o aparelho estivesse defeituoso e não acreditou em sua sugestão. Li esta história num livro em que o autor chamava a nossa consciência de “sistema de alarme da alma”. Achei interessante porque realmente somos alertados pela nossa consciência e pensamentos que ora nos acusam e ora nos defendem. O fato de negarmos a boa consciência pode nos levar à morte. Por isso é fundamental saber lidar com os avisos de perigo que a nossa consciência emite.
A boa consciência pode ser uma grande amiga. Ela conduz nosso coração a tomar decisões mantendo a fé que recebemos. Ela nos guia por uma vida honesta e verdadeira. Devemos cuidar bem dela. É preciso mantê-la pura diante de Deus e dos homens. Podemos fazer isso através de nossa comunhão com Deus.
A consciência também pode ser traiçoeira. Se não for limpa pode se tornar no lugar de um alarme contra o perigo, um sinal verde de incentivo a fazer coisas detestáveis, sem qualquer sentimento de culpa. Isso acontece quando o homem começa a arranjar desculpas para fazer tudo que deseja e não vê pecado em nada que pratica. Sua consciência não o repreende mais, porque fica cauterizada pela prática do pecado.
É preciso observar honestamente o que a nossa consciência tem acusado e também o que ela tem sido falha em nos acusar. Manter a consciência limpa. Sejam nossas as palavras de Jó que disse: “Manterei minha retidão, e nunca a deixarei; enquanto eu viver, a minha consciência não me repreenderá” (Jó 27.6).

Abandonar a consciência e naufragar na fé.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

É dia



O que as suas mãos tiverem que fazer, que o façam com toda a sua força, pois na sepultura, para onde você vai, não há atividade nem planejamento, não há conhecimento nem sabedoria (Ec 9.10).

Recentemente a história de Phillip Petit foi contada em um documentário muito premiado. O Frances Phillip praticou o chamado crime artístico. Sem autorização, ele, em 7 de agosto de 1974, cruzou 8 vezes e meia o vão entre as duas torres gêmeas de Nova York ao equilibrar-se num cabo de aço, a 450m de altura, sem nenhum equipamento de proteção. O que impressiona é sua determinação de levar em frente um sonho que teve aos 17 anos enquanto folheava uma revista que falava sobre a construção dos dois prédios que, quando terminados, seriam os mais altos do mundo. Daquela hora em diante, dedicou toda sua vida ao preparo para realizar seu sonho.
Deus nos deu a vida e juntamente com ela nos d­á um caminho a seguir. O tempo que temos é incerto para nós. Não sabemos o que vai acontecer nos próximos anos, nos próximos dias e nem nas próximas horas. Deus ordena os acontecimentos de maneiras inesperadas. Portanto o que é colocado diante de nós é preciso ser feito com atenção e dedicação. Jesus compara seu ministério às doze horas de um dia judaico. Cada hora de seu dia deveria ser bem utilizado. Quando a noite chega, ou seja, o momento de cessar as obras já haveria cumprido sua missão. A determinação de Jesus é visível, ele não se importou com o perigo de ser aprisionado ou apedrejado, ele não se preocupou com a possibilidade de ter que ir sozinho, quando seus discípulos deixaram claro a sua intenção de ficar, dizendo: vais voltar lá? Jesus estava movido pela urgência de sua missão que era ressuscitar Lázaro para a glória de Deus.
É dia, e enquanto é dia, precisamos cumprir o chamado de Deus para nossa vida. Gastar cada minuto buscando promover a glória de Deus. Fazendo assim não vamos correr inutilmente, gastar o nosso suor com vaidades percebendo tarde que já não resta mais tempo.

Enquanto é dia não adie.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Frases do querer


Todavia, não me importo, nem considero a minha vida de valor algum para mim mesmo, se tão-somente puder terminar a corrida e completar o ministério que o Senhor Jesus me confiou (At 20.24).

Um epitáfio são frases escritas sobre túmulos. Existe uma música do grupo Titãs que se chama Epitáfio, que diz: “Devia ter amado mais, chorado mais, arriscado mais, complicado menos...” Acredito que em parte essa letra pode até motivar-nos a mudar de atitude em relação a algumas coisas que não estamos fazendo direito, mas é triste pensar nesta letra como frases do túmulo de alguém. Podemos chegar à conclusão de que esta pessoa desperdiçou os melhores momentos de sua vida.
Paulo foi um homem que após a sua conversão teve uma vida dedicada à obra de Deus. Ele afirmou que nada considerava mais importante do que completar a sua carreira cristã. E realmente ele pode cumprir o propósito pelo qual lutou toda a sua vida. Um epitáfio que poderia perfeitamente ser escrito no túmulo de Paulo é: Combati o bom combate, terminei a corrida, guardei a fé. E cada um de nós também deveríamos lutar como ele para que quando chegarmos ao final de nossa vida possamos dizer essas mesmas palavras, e não as palavras da letra da música Epitáfio.
Devemos combater o bom combate. No lugar de estarmos envolvidos com o mau combate ou vários combates, nosso tempo e nossa força deve ser gasto com aquilo que tem maior valor. Devemos fazer o que é bom, o que é saudável para nossa vida física e espiritual. Também é preciso terminar a corrida, não basta apenas começar fazendo o que é bom e desistir antes de concluir. É fácil começar e sonhar com o que é bom, mas são poucos que têm a integridade e a responsabilidade de levar até o fim a sua carreira.
Agora o mais importante é durante toda nossa vida guardar a fé. Ter como prioridade viver pela fé. Ter a fé como referencial de decisão em todas as realizações. Ter a consciência purificada pela verdade que é ensinada na Bíblia que é a palavra de Deus.

A coroa está reservada para os que como Paulo são vencedores.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

O Segredo



Não há nada escondido que não venha a ser revelado, nem oculto que não venha a se tornar conhecido (Mt 10. 26).

Você tem algum segredo? Algo que ninguém sabe e se fosse revelado seria motivo de grande vergonha e humilhação? Realmente, todos nós temos aspetos pessoais da vida que não são revelados para todo mundo. Algumas coisas somente as pessoas mais próximas de nós conhecem e até mesmo outras coisas somente nós e Deus sabemos. O simples fato de guardar algum segredo não é pecado. O que não podemos é aproveitar esta possibilidade de fazer as coisas “escondidas” e achar que estamos livres para praticar o que não é correto, já quem ninguém está vendo.
Temos que tomar cuidado com esta aparente liberdade, pois é nesta hora que realmente provamos quem nós somos. Ser bonzinho, fiel, honesto, santinho enquanto todos estão nos vendo é até fácil. Agora é preciso também manter esta fidelidade, quando no trabalho o chefe não está por perto, quando em viagens a tentação ataca, quando na escola a cola chega até nós.
Qualquer coisa proibida, escondida parece ser mais saborosa. O homem com sua natureza pecaminosa tem a tendência a transgredir a lei. O fato de algo ser roubado desperta o interesse e a ilusão de estar em vantagem e que não haverá maiores problemas. Mas quanto mais permanecemos escondidos em nossos segredos, mais aproximamos do mau caminho e da queda de ser desmascarado.
É tolo quem pensa assim, pois Deus, a quem mais devemos respeitar, sempre está nos vendo. Não há lugar que Deus não esteja, não há pensamento que ele não conheça.
É preciso abandonar a falsidade e falar a verdade com as pessoas que convivemos. Elas merecem nosso respeito e devem ter motivo para confiar em nós, não sendo enganadas.
Não confie na mentira, não ponha sua confiança na falsidade, nem se entregue à desonestidade. Sábio é quem teme a Deus e vive no caminho da verdade, lembrando que no dia do juízo, tudo será trazido a luz, toda hipocrisia será desmascarada.

Tenha como esconderijo um coração sincero.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

ACASO


Refleti nisso tudo e cheguei à conclusão de que os justos e os sábios, e aquilo que eles fazem, estão nas mãos de Deus. O que os espera, seja amor ou ódio, ninguém sabe (Ec 9.1).

Você já parou para pensar como nem sempre as coisas vão bem para as pessoas boas. E como algumas pessoas que vivem fazendo o que é mal são bem sucedidas. Nosso texto fala um pouco sobre isso. Nem sempre os mais velozes, fortes e prudentes são os vitoriosos. A Bíblia afirma que o sol nasce sob justos e injustos. A chuva realmente não cai apenas na plantação dos crentes, e as tempestades não vêm apenas para o barco pirata. O livro de Eclesiastes repete várias vezes a expressão “debaixo do sol”. Quando essas palavras aparecem, o escritor se refere aos acontecimentos e à vida neste mundo. Uma forma de mostrar a diferença desta vida com a vida no céu. No céu, os filhos de Deus terão o fim de suas dores e limitações. Deus afirma em Apocalipse que ele enxugará dos olhos toda lágrima. Mas, enquanto vivemos aqui neste mundo, alegria e tristeza se alternam.
O versículo 12 de nosso texto diz que “Tudo depende do tempo e do acaso”. A palavra acaso aqui quer dizer que Deus ordena os acontecimentos de maneira inesperada para nós e até parecem desordenados conforme a nossa maneira de pensar. Ninguém sabe o que irá acontecer amanhã.
Isso não significa que tanto faz ser uma pessoa boa ou má. É claro que devemos ser prudentes, estudiosos, trabalhadores e buscar fazer o bem. Mas não podemos pensar que com isso só irão acontecer coisas boas em nossa vida. Da mesma forma, podemos ter uma alimentação saudável e ainda assim contrair uma doença grave. Podemos ser um ótimo trabalhador e ficar desempregado, ser um bom cristão e passar por aflições.
Mesmo não entendendo porque passamos por algumas dificuldades, devemos saber que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus. Não sabemos o propósito de algumas coisas, mas podemos confiar em Deus que é o autor da história de nossas vidas.

As dores são temporárias, a alegria será eterna.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Desculpe-me



Você prefere o mal ao bem, a falsidade, em lugar da verdade (Sl 52.3).

Depois que inventaram a desculpa, ninguém mais tem culpa ou pelo menos pensa que pode justificar-se dizendo simplesmente: “Me desculpe”. O assassino diz que matou por amor, o ladrão roubou por necessidade, a mulher se prostituiu para comprar comida para seu filho, casais se separaram porque o amor acabou, funcionários trabalharam relaxadamente porque são mau remunerados, vendedores cobraram caro porque afinal todo mundo faz assim.
Embora pedir desculpa e pedir perdão pareça a mesma coisa, é algo bem diferente. Pedir desculpa é uma alegação atenuante ou justificativa de culpa. É isentar-se da culpa, apontar outro culpado e outro motivo para seu erro, é quase dizer o mesmo que não foi minha culpa. Agora pedir perdão é declarar-se culpado. Admitir o erro. Confessar o pecado em atitude de arrependimento. Quem pede perdão demonstra que deseja mudar. Quem pede desculpa, não se responsabiliza por seus atos, não admite seu erro e logo vai errar novamente. Isso acontece também porque existe uma dificuldade de perdoar por parte das pessoas que ouvem alguém admitir o erro. As pessoas preferem ouvir uma desculpa à verdade. Se você chega atrasado a uma reunião e diz: “Me desculpe, o trânsito estava congestionado”. Todos vão sorrir e desculpar. Mas se você diz: “Me perdoem, eu não dei a importância necessária a esta reunião e saí atrasado de casa”. Com certeza todos vão te criticar.
O amor deve ser sincero. No lugar de nos acostumarmos em disfarçar nossas intenções com desculpas, com sorrisos falsos, conversa lisonjeira devemos tratar nosso coração limpando o ódio, a inveja, a preguiça que tanto nos faz ser individualistas. Como servos de Deus, devemos nos aproximar das pessoas com responsabilidade e quando errarmos, precisamos pedir perdão buscando corrigir nossa falta. Ter uma vida de sinceridade com nosso próximo é um grande passo para quem quer ser correto diante de Deus.

É melhor ser ferido por dizer a verdade do que amado pela falsidade.