quarta-feira, 24 de agosto de 2011

ECO



Ai daquele que constrói o seu palácio por meios corruptos, seus aposentos, pela injustiça, fazendo os seus compatriotas trabalharem por nada, sem pagar-lhes o devido salário (Jr 22.13).

Certa vez li uma história interessante. Contava a respeito de um menino que caminhava com seu pai por uma montanha. O menino tropeçou e caiu, machucando deu um grito. No mesmo momento ouviu um eco de sua voz. Ele pensou que era alguém e começou a brigar com a voz. Disse: “Quem é você, seu covarde?”. Cada palavra que dizia, era repetida pelo eco e ele ficava mais irritado ainda. Até que seu pai começou a dizer palavras boas e o menino percebeu que ele ouvia apenas o eco das palavras. O pai então lhe disse que na vida acontece a mesma coisa. Quando buscamos fazer o que é bom, andando no caminho certo, somos abençoados. Mas se buscarmos o que é mal, sendo egoístas, teremos grandes problemas. É preciso tomar muito cuidado com as nossas ações. Elas podem produzir um eco de acordo com o que estamos fazendo. No lugar de reclamar de Deus, quando algo ruim acontece, deveríamos olhar para nós mesmos e ver se não estamos apenas colhendo o que plantamos.
Grande parte dos problemas que enfrentamos é originada de atitudes erradas que nós mesmos tomamos. No lugar de ouvir Deus, o homem escolhe a sua própria independência. Deus não é culpado pelas coisas ruins que existem no mundo. Deus criou todas as coisas e viu que tudo era muito bom. O próprio homem, pelas suas escolhas erradas, tem tornado o mundo pior.
O rei Ezequias foi um homem abençoado, pois fez o que era bom e certo, e em tudo foi fiel diante do SENHOR. Nosso texto base diz que Ele buscou a Deus e trabalhou de todo o coração. Por isso teve um reinado próspero. Tudo que ele conquistou foi andando conforme a vontade de Deus.
É preciso confiar em Deus em todas as circunstâncias. Mesmo quando não entendemos o que está nos acontecendo é preciso esperar em Deus e andar conforme a sua vontade.

Vida de paz é o eco da santidade.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Duplicidade



Hoje invoco os céus e a terra como testemunhas contra vocês, de que coloquei diante de vocês a vida e a morte, a bênção e a maldição. Agora escolham a vida, para que vocês e os seus filhos vivam (Dt 30:19).

O caminho mais comum é o da duplicidade. Uma vida de indecisão que hora escolhe um caminho depois outro inversamente diferente. Toma uma decisão de seguir a Deus depois age como se nem o conhecesse. Josué diante do povo faz um desafio dizendo: Escolham hoje a quem irão servir (Js 24.15a). Ele aponta para uma realidade importante. Não é possível servir a dois senhores. Ou servimos à vontade de Deus ou à vontade do pecado. Os verdadeiros discípulos de Jesus são aqueles que permanecem no seu caminho. Não basta apenas tomar algumas decisões certas, é preciso se afastar dos maus caminhos. Não basta ter aparência de bondade é preciso ser verdadeiramente bom.
A igreja de Laodicéia estava convencida de que tudo ia bem, que não precisava de nada. Mas é chamada de miserável, pobre, cega, nua. A grande critica é que ela nem era quente nem fria, era morna. Muitas pessoas são mornas. Não são frias a ponto de ser repreendidas , recuperadas e nem quentes o suficiente mostrando em suas ações coisas que mereçam verdadeiro destaque. O texto chega a dizer que é melhor ser frio do que morno. Quem é frio e percebe isso, tem mais esperança do que aquele que se esconde atrás de uma vida morna, sem sabor, sem energia.
O desafio que está diante de nós hoje é o mesmo. Vamos ser quentes ou frios, escolher o que é bom ou o que é mal? Seguir a Jesus ou abandonar os seus caminhos?
Quando muitos discípulos de Jesus deixaram de segui-lo, ele perguntou aos doze se eles também não queriam partir. Pedro respondeu: “Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavras de vida eterna” (Jo 6.68). É preciso falar como Pedro, sabendo que somente com Deus temos um caminho seguro e um destino certo. Escolher a vida e não a morte, bênção no lugar da maldição. Escolha a verdade e ela te libertará.

Duplicidade é falsidade, aproxime-se Deus de verdade.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Final



Porque está escrito: “Por mim mesmo jurei, diz o Senhor, diante de mim todo joelho se dobrará e toda língua confessará que sou Deus” (Rm 14.11).

Existem algumas pessoas que quando estão lendo um livro não resistem à tentação de dar uma olhadinha no último capítulo. Lê as páginas finais para saber como será o final da história para depois então, de forma mais tranqüila, continuar sua leitura e saber como tudo aconteceu até chegar àquele final. Já imaginou se pudéssemos dar uma espiadinha no final de nossa história. Olhar para conhecer como será o desfecho da história da humanidade.
Por mais estranho que pareça, isso pode ser feito lendo a Bíblia, o Livro da Vida que conta a história desde a criação até a sua consumação. Se olharmos os capítulos 4 e 5 de Apocalipse veremos um resumo da revelação do final da história. João descreve uma visão que teve da magnífica glória de Deus. Deus é adorado como rei do céu e da terra. Ele está rodeado de anjos e é exaltado com cânticos de louvor. Recebe toda glória pelos seus feitos divinos, pela criação de todas as coisas, pela salvação, por seu domínio sobre tudo.
Olhar com confiança para estas páginas da Bíblia nos faz continuar vivendo cada capítulo de nossa vida de forma melhor. Sabemos tudo o que nos acontece vai nos levar até este final feliz. No momento da dor podemos lembrar que Jesus foi o mais rejeitado entre os homens, sofreu muitas dores. A tudo isso venceu como também venceremos. Quando somos perseguidos não precisamos usar a vingança ou nossas forças para vencer, podemos ter segurança que Deus está conosco e nos dará a vitória. Na hora da tentação, a revelação do caráter de Deus nos ajuda a vigiar mais, a pedir a Deus que não nos deixe cair em tentação.
Olhar para a consumação da história e ver anjos e homens glorificando a Deus pela sua vitória nos leva hoje a dizer como eles: “Tu, Senhor e Deus nosso, és digno de receber a glória, a honra e o poder” (Ap 4.11). Hoje é o momento de confessar que Jesus é o Senhor de nossa vida.

O final da história é a motivação de hoje.

sábado, 20 de agosto de 2011

Meu filho



Oro também para que os olhos do coração de vocês sejam iluminados, a fim de que vocês conheçam a esperança para a qual ele os chamou, as riquezas da gloriosa herança dele nos santos (Ef 1.18).

Li uma história interessante que contava o seguinte: Um certo senhor estava dentro da sua tenda quando entrou um garoto adolescente. Logo em seguida, várias pessoas chegaram com armas querendo matar o menino. O senhor disse que não iria entregá-lo. Eles disseram: Você quer perdoá-lo porque não sabe o que ele fez e nem quem ele matou. O senhor disse: Não importa, eu quero perdoá-lo. Os homens então disseram: Ele matou seu filho. O senhor triste, enxugando as lágrimas, disse: Eu o perdoarei e vou criá-lo como se fosse o meu filho.
Através desta história podemos ter uma noção de como foi grande o amor de Deus por nós.
Deus fez mais do que salvar o assassino de seu filho, ele salvou a muitos assassinos de seu filho. Através da pregação de Pedro, no dia de Pentecostes, muitos foram salvos por Jesus, inclusive aqueles que o tinham perseguido até a morte. Pedro disse: Este Jesus, a quem vocês crucificaram, Deus o fez Senhor e Cristo (At 2.36). Pedro mostra àqueles homens que eles haviam matado o Senhor Jesus, mas se eles se arrependessem poderiam ser perdoados dos seus pecados e alcançar a salvação. Ser salvos por quem haviam assassinado. Pensar que se Deus perdoou aqueles assassinos de seu filho, pode perdoar quem ele desejar. Pedro disse que essa promessa era para eles, seus filhos, e para todos quantos o Senhor chamar.
Por mais afastado de Deus que alguém se encontre, pode ser alcançado pelo amor de Deus e seu chamado. Ele quer salvar o homem do caminho da perdição. Pedro fala isso dizendo: “Salvem-se desta geração corrompida” (At 2.39). Jesus salvou naquele dia mais de três mil pessoas que aceitaram a sua mensagem. É preciso crer em sua promessa de salvação. Perceber o quanto ele te ama. Reconhecer que você é pecador, ouvir e praticar a sua palavra.

É tempo de ouvir e aceitar a mensagem de Jesus.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Tenha ânimo



Eu lhes disse essas coisas para que em mim vocês tenham paz. Neste mundo vocês terão aflições; contudo, tenham ânimo! Eu venci o mundo (Jo 16.33).

Às vezes parece mais difícil viver. Têm dias que falta motivação para sair da cama. Realmente parece que não temos motivo para qualquer ação. Começamos a pensar em várias possibilidades: trabalhar, passear, comprar, caminhar, conversar. Mas não temos ânimo para fazer nada.
Davi passou por uma situação parecida. Estava desanimado porque se sentia culpado e também porque estava diante de incontáveis problemas.
Diante disso ele pede a Deus que não negue a sua misericórdia a ele. Davi busca o perdão de Deus, a misericórdia que é capaz de retirar o sentimento de dor e culpa pelo pecado que tanto atrapalha o nosso caminhar. Buscar o arrependimento é o caminho mais rápido para se alcançar o bom ânimo. Quem tem os pecados perdoados recebe a alegria de poder continuar a caminhada de cabeça erguida e coração alegre.
Davi também busca em Deus força para enfrentar seus problemas inúmeros. Ele acredita no amor e na verdade de Deus. O amor de Deus é verdadeiro. Seu amor não é apenas uma promessa vazia. O amor de Deus é capaz de trazer proteção suficiente para seus filhos. Os nossos problemas podem ser maiores que as nossas forças, mas nunca serão maiores que a solução de Deus para eles. Deus se agrada em nos libertar, ele se apressa em nos ajudar.
Podemos recobrar o ânimo através da confiança em Deus. Encontramos esta confiança lendo na Bíblia várias histórias que demonstram o poder de Deus. Vendo estas histórias podemos acreditar que também seremos vitoriosos se buscarmos a Deus.
Pode ser difícil vencer os problemas, mas o próprio Jesus passou por diversas aflições e a todas venceu. Ele suportou grande oposição. A Bíblia diz: Pensem bem naquele que suportou tal oposição dos pecadores contra si mesmo, para que vocês não se cansem nem desanimem (Hb 12.3). Quando nos sentirmos desanimados devemos clamar a Deus.

A presença de Deus é ânimo constante. A graça de Deus é eterna consolação.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Amargura


O SENHOR viu a amargura com que todos em Israel, tanto escravos quanto livres, estavam sofrendo; não havia ninguém para socorrê-los (2 Rs 14.26).

Uma planta recebe alimento pela raiz que cresce debaixo da terra e vai se fixando ao solo. A sua saúde depende da sua raiz. A vida de uma pessoa também pode ser abalada se a raiz de amargura começa a fixar-se em seu coração. A amargura pode despercebidamente crescer dentro de nós. Ela é um sentimento caracterizado principalmente por recusar de forma cega e doentia a reconciliação. A amargura pode ser alimentada por constantes discussões e pensamentos maus a respeito de uma pessoa. Quando falamos mal de alguém contaminamos outras pessoas com o mesmo sentimento de desacordo.
Nosso texto fala que Esaú sofreu muito por ter vendido o direito de primogenitura ao seu irmão Jacó. Ao ouvir as palavras de seu pai abençoando seu irmão deu um forte grito e, cheio de amargura, implorou para também ser abençoado. A família é o local preferido da amargura. Por isso devemos intensificar nosso combate a ela em nosso lar. A Bíblia orienta os maridos a não tratarem sua mulher com amargura. Diz que os filhos tolos podem trazer grande tristeza e amargura para o seu lar. Que os pais não devem tratar seus filhos com provocações, irritando-os, para que eles não fiquem desanimados e amargurados. Também afirma que morar com uma mulher rixosa é motivo de insatisfação e amargura para o marido.
A libertação da amargura é através do perdão. É preciso perdoar quem nos ofendeu como Cristo nos perdoou. É preciso buscar reconciliação e esquecer o que já passou. Livrar-se da amargura, sendo bondoso e compassivo com as pessoas.
Quando estamos amargurados parece que é impossível recobrar a alegria e a paz. Nos sentimos sozinhos, mas devemos lembrar que o Senhor sabe o que estamos sentindo e nos socorre, quando na amargura, buscamos a sua ajuda, colocando diante dele as nossas queixas, fixando a raiz de nosso coração em Deus.

Amargura e indignação devem dar lugar à bondade e a compaixão.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Consciência



Quanto mais o sangue de Cristo, que pelo Espírito eterno se ofereceu de forma imaculada a Deus, purificará a nossa consciência de atos que levam à morte, para que sirvamos ao Deus vivo (Hb 9:14)!

No ano de 1984 um avião caiu na Espanha depois de se chocar com uma montanha. No áudio encontrado da caixa preta da aeronave, ficou gravada uma voz eletrônica do alarme do avião que repetia a palavra em inglês: “Levante! Levante!” Depois a voz do piloto dizendo: “Cale a boca, gringo”. O piloto deve ter achado que o aparelho estivesse defeituoso e não acreditou em sua sugestão. Li esta história num livro em que o autor chamava a nossa consciência de “sistema de alarme da alma”. Achei interessante porque realmente somos alertados pela nossa consciência e pensamentos que ora nos acusam e ora nos defendem. O fato de negarmos a boa consciência pode nos levar à morte. Por isso é fundamental saber lidar com os avisos de perigo que a nossa consciência emite.
A boa consciência pode ser uma grande amiga. Ela conduz nosso coração a tomar decisões mantendo a fé que recebemos. Ela nos guia por uma vida honesta e verdadeira. Devemos cuidar bem dela. É preciso mantê-la pura diante de Deus e dos homens. Podemos fazer isso através de nossa comunhão com Deus.
A consciência também pode ser traiçoeira. Se não for limpa pode se tornar no lugar de um alarme contra o perigo, um sinal verde de incentivo a fazer coisas detestáveis, sem qualquer sentimento de culpa. Isso acontece quando o homem começa a arranjar desculpas para fazer tudo que deseja e não vê pecado em nada que pratica. Sua consciência não o repreende mais, porque fica cauterizada pela prática do pecado.
É preciso observar honestamente o que a nossa consciência tem acusado e também o que ela tem sido falha em nos acusar. Manter a consciência limpa. Sejam nossas as palavras de Jó que disse: “Manterei minha retidão, e nunca a deixarei; enquanto eu viver, a minha consciência não me repreenderá” (Jó 27.6).

Abandonar a consciência e naufragar na fé.