quinta-feira, 27 de setembro de 2012


Os cristãos geralmente se levam muito a sério. Tentam cultivar um respeito próprio extremo e uma seriedade moral perfeita. É a doença do perfeccionismo! Experimentar uma morte diária em relação ao pecado e o remédio fresco da graça é o melhor tratamento possível para essa doença. Numa contradição que só poderia ser desenhada por Deus, a morte de Jesus e a nossa levam à alegria. A alegria é uma parte fundamental da graça. A alegria caracteriza o ministério de Jesus. Quem recebe a graça é envolvido pela alegria. Robert Hotchkins, da Universidade de Chicago, diz: “Os cristãos deveriam estar celebrando constantemente. Deveriam estar preocupados com festas, celebrações e banquetes”.

A longo prazo, qualquer pessoa ou igreja que experimente a aceitação, o perdão e a vitória sobre a morte em Jesus experimentará uma alegria especial. Fred Craddock escreve: “O bom humor é uma resposta genuína à graça… e a pessoa agradecida reconhece que há sempre uma pequena festança dentro da mente”. Mas essa alegria exuberante não vem através de um sermão, nem através de grupo de amigos e nem de nenhum lugar, a não ser do fundo de nossa alma como resultado natural da graça de Deus.

“O riso é a forma mais próxima da graça de Deus.” Karl Barth

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Seu nome...

 
O ser humano fica boquiaberto diante de um pôr-de-sol, ou de um vulcão que explode em lavas e fogo. Tento imaginar Deus se apresentando ao ser humano em sua majestade, poder e glória. Todos ficariam amedrontados, iriam se curvar diante dele e estariam coagidos a obedecer à sua voz. Mas Deus criou o homem à sua semelhança e não o coagiria a adorá-lo e a servi-lo. Como, então, poderia o Deus Eterno, o Todo-Poderoso, comunicar-se diretamente com o ser humano sem que este perdesse sua identidade e liberdade?

Houve um tempo em que Deus falou de maneira especial com diferentes indivíduos. Chegou a manifestar seu poder no Monte Sinai, mas o povo tremeu de medo diante da voz e dos relâmpagos e pediu a Moisés: "Fala tu mesmo conosco, e ouviremos. Mas que Deus não fale conosco, para que não morramos." (Êxodo 20.18)


Outras formas de revelação foram usadas por Deus, até que desceu à Terra em forma humana. O Deus Eterno é o único Senhor, e, ao agir entre nós, percebemos a nossa limitação humana. Deus é Pai, Filho e Espirito. Jesus é o Filho de Deus, isto é, Deus mesmo entre nós, de uma forma que podemos entender, sem sermos mortos ou coagidos a reverenciá-lo.

A Palavra que tornou-se carne e viveu entre nós. Vimos a sua glória, a glória como do Unigênito vindo do Pai, cheio de graça e de verdade."

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Inimigo

 
Jesus tinha inimigos em toda parte, que tentavam criar ciladas para ele. No entanto, com freqüência, com suas respostas, Jesus os deixava sem ação e palavras.

Mas, desta vez, o oponente era um discípulo leal e amado. Pedro ficou alarmado com a declaração de Jesus de que estava chegando a sua hora de morrer. Pedro, não aceitando o destino que esperava seu mestre, pediu a Jesus garantia de que isso não aconteceria. As intenções de Pedro eram nobres, ele queria sinceramente poupar Jesus do sofrimento. Entretanto, às vezes, boas intenções podem ser destrutivas. Diz o ditado que a estrada para o inferno está cheia de boas intenções…

Então Jesus chamou Pedro de "Satanás". Que expressão forte! Como uma amizade poderia sobreviver a tal "ofensa"? Mas, qualquer comparação mais branda não descreveria o que estava acontecendo ali. Mesmo sem perceber, Pedro estava sendo usado por Satanás para tentar Jesus a desviar-se da sua missão. A sempre mesma mentira de Satanás é que a vida só é feliz e verdadeira quando vivemos pensando em nós mesmos. A verdade de Deus, porém, é que nós vivemos de verdade quando nos entregamos em amor aos outros. Devemos negar a nós mesmos. Se Jesus ouvisse Pedro, Ele não cumpriria sua missão salvadora, exatamente como queria o "homicida desde o princípio".

Fazemos o papel de Satanás todas as vezes que bloqueamos o caminho da vontade de Deus.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

 
Jesus é a porta da salvação. Porta que se abre para o reencontro do ser humano com o Deus Eterno. Mas como alguém confuso, perdido, cansado e machucado por dentro, pode encontrar essa Porta? Jesus é a Porta e o Caminho também. Jesus é a estrada pela qual homens, mulheres e crianças encontram a direção para seus passos.

Se Jesus é a Porta por onde entramos e encontramos fartura de vida, compreendemos que vida é liberdade, segurança e sustento. Da mesma forma, se Jesus é o Caminho, Ele não Se limita a nos conduzir até a Porta. O Caminho mostra o rumo, a direção, os objetivos que temos na vida. Não é uma luta interior da nossa consciência se estamos ou não agradando a Deus. Não é uma preocupação constante se vivemos ou não dentro da vontade de Deus, se erramos o caminho, se paramos “encantado com as flores da beira da estrada”. 

A questão é uma só: ou estamos no Caminho ou não estamos. Se estamos no Caminho, o rumo já foi definido, sabemos no nosso interior a direção e o que nos espera. Não há placas a serem seguidas, nem avisos aos motoristas ou pedestres e, muito menos, quebra-molas.
Jesus é o princípio, o meio e o fim.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012


Uma visita a uma galeria de arte é muito mais proveitosa, quando ela é feita com o auxílio de um guia. Aprendemos coisas a respeito dos artistas e das pinturas que deixaríamos passar, se estivéssemos sozinhos. 


Passear pela Bíblia pode ser um pouco assim. Como o oficial Etíope, precisamos de alguém que nos pergunte: “Você entende o que está lendo?” Posso me considerar uma pessoa espiritual e perguntar qual religião é a melhor. Escuto mensagens, leio partes da Bíblia, mas, como o Etíope, acho, às vezes, que algumas coisas são confusas ou difíceis de serem compreendidas. Parece haver uma história contínua, mas não tenho certeza de como estão conectadas. Parece que estou mesmo no caminho certo, sei que é importante cuidar da minha vida espiritual.


No fundo sei que Deus está comigo, que Ele me valoriza e me ama. Parece mesmo que Jesus é a cola que liga toda a história, a linha que tece o bordado da nossa vida. Se é assim, deve haver milhares de outras pessoas que pensam como eu, que são tocadas pela mesma fé. Uma igreja? Mas qual? Há tanto engano por aí. O jeito é procurar, pois não seria possível viver uma vida cristã autêntica e plena sem uma comunidade que de fato ame a Bíblia e viva o amor que Cristo ensinou.

Jesus é a cola que liga toda a história, a linha que tece o bordado da nossa vida.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

O caminho

Edinéia não aprendeu a cantar “Jesus me ama” quando criança. Seus pais, que se divorciaram quando ela tinha apenas seis anos, nunca a levaram à igreja, nem mesmo no Natal ou na Páscoa. Ela foi criada numa cidadezinha do interior. Durante a infância, se sentia como um móvel, mudando de lugar várias vezes, até que um dia saiu de casa e foi para uma cidade grande em busca da sua vida. Ela imaginava que seria diferente da sua casa. Edinéia gosta de música grunge. Tem no corpo algumas tatuagens, um piercing na língua e outro no nariz. Faz trabalhos temporários para sobreviver e pagar as contas. Terminou, recentemente, um namoro de quatro anos. Edinéia não conhece nenhum cristão.

Há em nosso mundo pessoas que são bem diferentes de nós. Não sei o que faria se Jesus tocasse em meu ombro e dissesse: “Quero que você fale de Mim para Edinéia”. E é isso mesmo que Ele está dizendo. Seguir a Cristo muda o foco da nossa atenção de cima de nós mesmos para as pessoas ao nosso redor. Jesus nos tira do nosso conforto pessoal e nos leva a servir. Uma maneira de alcançar as Edinéias deste mundo é plantar novas igrejas.

Seguir a Jesus é desviar o foco de si mesmo, para poder enxergar os outros.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Pedir a Deus...

 
Sempre que oramos, afirmamos que Deus é maior do que nós. Quando oramos, pedi-mos misericórdia e auxílio; confessamos que estamos falidos e reconhecemos que dependemos do Deus amoroso. Quando oramos, devemos lembrar que Deus sabe de todas as coisas, muito antes da gente pedir. 

Chegamos sem nenhum crédito, no entanto, temos o melhor crédito possível. Temos o nome de Jesus e pedimos em nome dele. Se um milionário nos desse acesso à sua conta no banco, poderíamos obter daquele banco qualquer coisa que precisássemos. Portanto, quando chegamos a Deus, em nome de Jesus, estamos abrindo a porta para receber tudo aquilo a que Cristo tem direito.

E o que é que Cristo pediria? Ele suplicaria por qualquer coisa que trouxesse glória, honra e expansão do reino de Deus. Deus certamente pode nos dar tudo o que pedimos, mas nem tudo o que pedimos está dentro do seu projeto global para nossas próprias vidas. Diz a Bíblia: "Quando pedem, não recebem, pois pedem por motivos errados, para gastar em seus prazeres." (Tiago 4.3) 

Quando orarmos por nós mesmos, pelas nossas famílias ou por qualquer outra coisa, o propósito de cada oração deverá ser, antes, o cumprimento do reino de Deus.

Deus nos dá tudo que pedimos, mas dentro do tempo, da hora e do propósito que Ele tem para nossa vida