sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Vencer



Em todas estas cousas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou. Romanos 8.37
Imitava os heróis das histórias em quadrinhos, pronto para a batalha armado com a espada de madeira, escudo de cortiça e a imaginação de criança cheia de vida. Depois de aprender um pouco sobre o livro de Apocalipse, minha curiosidade levou-me a lê-lo. Li até o terceiro capítulo. Os aspectos simbólicos do livro cresciam em minha mente enquanto me dava conta de que o vencedor sempre recebe o prêmio. Perguntei a um adulto: "Quem é o inimigo que devo vencer?" "O pecado", foi a resposta. Como deve ser perigoso, pensei, confrontar esse inimigo! Vou ter de usar minha espada, meu escudo e, se necessário, meus próprios punhos. Hoje penso na palavra "vencer". Com o tempo, convenci-me de que o inimigo mais sutil é aquele que tenta, de mil maneiras, afastar-nos da constância na oração, na leitura e na meditação da Bíblia, na frequência à igreja e no regozijo, louvor e adoração a Deus. Estejamos sempre alertas à pressão invisível, mas poderosa, para mudarmos nosso foco. Voltemos continuamente o nosso olhar para Cristo, o autor e consumador de nossa fé (Veja Hebreus 12.2).
Cristo nos chama a permanecermos firmes e fiéis.
Oremos pelos crentes que enfrentam grande tentação.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Especialmente para mim



E o meu Deus, segundo a sua riqueza em glória, há de suprir em Cristo Jesus cada uma de vossas necessidades. Filipenses 4.19
Há muitos anos, conheci minha amiga Jan, uma pessoa muito agradável, a melhor que já conheci, mas ela não conhecia Jesus Cristo. Uma das bênçãos em minha vida tem sido observar a transformação que vem acontecendo desde que Jan conheceu Cristo como seu Salvador pessoal. Uma das ferramentas que usei para ajudá-la a crescer como cristã foi o No Cenáculo. Nós costumamos dizer, em tom de brincadeira, que cada meditação diária foi escrita especialmente para nós: "Não sei o que o seu No Cenáculo disse hoje, mas o meu definitivamente foi escrito especialmente para mim". Recentemente, no meu aniversário, quem riu por último fui eu, porque a sugestão de oração era: "Oremos pelas pessoas que estão aniversariando hoje". Embora Jan e eu brinquemos com isso, a verdade é que Deus sabe o que cada um de nós precisa a cada dia. Ele fala aos nossos corações por meio das palavras que lemos, pelo sorriso de um estranho, pelo telefonema de um amigo e por muitos outros encontros que nos ajudam em nossas necessidades e problemas individuais. Só precisamos estar abertos ao Espírito Santo, conscientes das "coincidências" que ocorrem em nossas vidas diárias para ouvir o que Deus nos fala ou ver Sua mão em ação.
O que Deus está lhe dizendo na meditação de hoje?
Oremos por um amigo que precise da orientação de Deus.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Sem fardos

Ouvindo-o Jesus, disse-lhe: Uma coisa ainda te falta: vende tudo o que tens, dá-o aos pobres, e terás um tesouro nos céus; depois vem e segue-me. Lucas 18.22
As palavras de Jesus em Lucas 18 são frequentemente mal-interpretadas como uma acusação ao rico e um chamado a que nós vendamos todos os nossos bens. Ler a passagem apenas dessa forma é perder uma mensagem importante. Jesus percebe que o homem quer da vida algo mais que os bens não podem lhe dar e, portanto, oferece-lhe a solução que lhe trará paz e realização. Jesus simplesmente lhe diz para se desfazer de seus fardos e segui-lO. O homem rejeitou a mudança que Jesus lhe pediu, ou porque não acreditou que a solução iria funcionar ou porque considerou a mudança mais dolorosa do que permanecer como estava. O homem procurou Jesus esperando um relacionamento mais íntimo com Deus, mas faltava-lhe fé e confiança de que Jesus satisfaria todas às suas necessidades e desejos. Acreditar que Deus atenderá nossas necessidades e nos mostrará o caminho é essencial para vivermos uma vida com sentido e propósito, quer sejamos ricos ou pobres. No entanto, cabe a nós aceitar ou rejeitar a oferta. Jesus não implora ao homem para segui-lO, nem explica por que deveria fazê-lo. Antes, Ele usa a situação para mostrar que aqueles que estão livres do fardo dos bens têm mais facilidade para obter confiança e paz ao seguir a Cristo.
Será que passo mais tempo cuidando de meus bens do que com Deus?
Oremos pelas pessoas preocupadas com dívidas e bens.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Crescer no poço



O Senhor, porém, era com José, e lhe foi benigno. Gênesis 39.21

Três anos atrás, vi-me no fundo de um poço profundo quando fui falsamente acusado e ameaçado de ser processado. Certamente, em algum momento na vida, nós nos sentimos como se estivéssemos dentro de um poço. Para uma jovem mãe, o poço é uma doença terminal. Para um homem de meia-idade, é a perda do emprego ou um desastre financeiro. E, para uma jovem adolescente, é um relacionamento rompido. Ninguém mais que José soube o que era sobreviver em um poço. Seus próprios irmãos o jogaram dentro de um e depois o venderam como escravo. Mais tarde ele foi falsamente acusado e jogado na prisão. No entanto, José não apenas sobreviveu, mas floresceu em meio a suas terríveis circunstâncias. A declaração "O Senhor era com ele" aparece várias vezes na passagem bíblica de hoje. Ela parece sugerir que José conseguia enfrentar o infortúnio porque sabia não estar só. José entendia que o Senhor estava com ele e o libertaria (Veja Atos 7.9-10.). Como é confortador para nós, cristãos, saber que Deus está conosco e nos libertará seja qual for o poço em que estivermos: a morte de uma pessoa amada, problemas de saúde, relacionamentos rompidos ou dificuldades financeiras.
Nenhum poço é fundo demais e nenhum problema é grande demais para Deus
Oremos pelas pessoas que estão enfrentando infortúnios.

sábado, 1 de agosto de 2009

A cruz



Mas longe esteja de mim gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo. Gálatas 6.14
Parece-me que Maria Angélica, minha neta de 6 anos de idade, no futuro será enfermeira ou médica. Sempre que tenho algum machucado, peço a ela, choramingando, que faça um curativo, o que ela faz com muito carinho e desvelo. Recentemente, feri o braço e, assim que estive com ela, mostrei-lhe o ferimento, quando então, mais uma vez, ela se revelou zelosa, trazendo os elementos indispensáveis para "curar o avô": algodão, esparadrapo e um antisséptico. Ela me assegurou: "Não arde não, vô, não chore", coisas que dizem todos os pais quando têm de cuidar de pequenos arranhões dos filhos, engambelando-os com palavras carinhosas, fórmula usada pelos pais dela também. Feito o curativo, ela colocou o esparadrapo de tal forma que formou uma cruz. Então eu chamei a sua atenção para o fato. Ela, imediatamente convicta, disse: "Vô, Deus vai curar". Vejam só: ela, ensinada a respeito, já sabe fazer a relação entre a cruz e o poder de quem a providenciou. Possamos nós também ter a mesma confiança no poder de quem a proveu em nosso favor.
Aquele que providenciou a cruz tem poder.
Oremos com gratidão pelo significado da cruz.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

A tradição continua



Então ele me disse: A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza. 2 Coríntios 12.9
Paul, meu sogro, tem 97 anos. Aos 79, fez um pacto com Deus: "Se o Senhor me permitir viver até os 80, cantarei um solo na igreja". Em seu 80º aniversário, Paul cantou seu primeiro solo na vida: "Quão grande és tu". Depois disso, os membros da igreja insistiram que ele cantasse todos os anos. Neste ano, dois meses antes de seu aniversário, Paul sofreu um derrame que debilitou todo o seu lado direito e afetou sua capacidade de falar com clareza. Enquanto estava no hospital, ele arranjou um jeito de levar ao conhecimento de suas enfermeiras o seu solo anual. Toda hora que elas lhe pediam para cantar, ele entoava os três versos da canção que tinha planejado para este ano! Quando Paul voltou para casa, ficamos imaginando se ele conseguiria cantar o solo na igreja neste ano. Ele não poderia trabalhar com o músico que o acompanharia e precisaria de um andador para ficar em pé. Achamos que a longa tradição de Paul havia finalmente terminado. Então, Deus me sugeriu: Deixe que Paul cante seu solo na igreja do mesmo modo que cantou para as enfermeiras no hospital, à capela. Assim, no domingo após seu 97º aniversário, Paul colocou-se em pé com seu andador e cantou sem acompanhamento e de cor: "Precioso Senhor, toma a minha mão [...] Estou cansado, estou fraco, estou fatigado [...] Toma minha mão, precioso Senhor, e leva-me para casa". O poder de Deus agindo em Paul, embora seu corpo estivesse frágil, fez com que ele conseguisse continuar a cantar na presença dEle.
Deus é forte e nós nos aperfeiçoamos na fraqueza.
Oremos pelas pessoas idosas.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Entrelaçado



O amor seja sem hipocrisia. Detestai o mal, apegando-vos ao bem. Romanos 12.9
Uma parte importante da horticultura é garantir que as plantas de ervilha se agarrem aos arames da treliça para ter sustentação. Empurro os brotos enrolados ao longo do arame até que elas se agarrem e se atraquem, sabendo que com o tempo elas crescerão, tornando-se firmemente presas, e sustentarão a planta toda. Com frequência os brotos de outras plantas agarram-se ao redor de plantas mais fortes que estão mais próximas à treliça e estabilizadas pela força da malha. As plantas de ervilha têm talos ocos que são facilmente dobrados e quebrados pelos ventos fortes ou por golpes. A treliça é absolutamente essencial; do contrário, as plantas se quebrariam constantemente e os nutrientes não chegariam às flores. Nem conseguiríamos colher vagens. A frágil planta de ervilha faz-me lembrar de agarrar-me ao apoio que encontramos na palavra de Deus e de aprender com aquelas pessoas que têm uma fé mais forte. Em um mundo onde os ventos dos problemas e tristezas ameaçam nossa fé, podemos estender os brotos da oração. A palavra de Deus dá-nos o suporte e a força para suportarmos as provações, crescermos na fé e produzirmos uma boa safra.
Somos fortes entrelaçados a outros irmãos.
Oremos pelas/os jardineiras/os e pelos/as produtores/as de alimentos.