sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Jardim ou jardineiro?



Pois qual de vós, pretendendo construir uma torre, não se assenta primeiro para calcular a despesa e verificar se tem os meios para a concluir? Para não suceder que, tendo lançado os alicerces e não a podendo acabar, todos os que a virem zombem dele, dizendo: Este homem começou a construir e não pôde acabar. Lucas 14.28-30
Eu adoro cultivar belas flores coloridas. As pessoas admiram meu canteiro e me pedem para ajudá-las a plantar um. Mas o que descubro é que a maioria das pessoas, na realidade, quer é um jardineiro. Depois de plantarem as flores, quando começa o trabalho árduo e tedioso de arrancar as ervas daninhas, regar e podar, muitas dessas pessoas negligenciam o jardim. Deixado ao abandono, ele não floresce. Há um preço para se ter um jardim bonito e saudável. Vejo um padrão semelhante em minha vida. Quero ter uma relação mais próxima com Deus e a beleza que isso traz. Mas, então, começa o árduo trabalho da obediência. Tendo a ficar preguiçosa e enfadada. Para ter uma relação saudável com Deus, tenho de ser diligente no trabalho de cuidar desse relacionamento.
Como estou cuidando de minha relação com Deus?
Oremos pelas pessoas que trabalham em jardinagem.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Trabalho novo, oportunidade nova



[O Senhor diz:] Procurai a paz da cidade para onde vos desterrei e orai por ela ao Senhor; porque na sua paz vós tereis paz. Jeremias 29.7
Depois de perder o emprego, sabia que tinha de encontrar outro para sustentar minha esposa e meu filho. Finalmente, encontrei trabalho em nossa capital, uma grande região metropolitana. Meu novo emprego também significava que eu teria de me mudar de minha pequena cidade para a metrópole. Durante as duas primeiras semanas, eu sentia como se estivesse no exílio. Em meio a imensos congestionamentos de trânsito a caminho do trabalho, lembrava-me de minha cidadezinha calma e simpática, onde podia ir a qualquer lugar de bicicleta. Então, me lembrei dos israelitas que foram levados pelos babilônios para o exílio em país estrangeiro. Em meio ao exílio, Deus lhes ordenou que permanecessem fortes e fiéis e praticassem boas obras. Deus lhes disse para buscarem o bem-estar de sua nova cidade e orarem por ela e seu povo. Assim como os israelitas, Deus queria que eu procurasse o bem-estar da minha nova cidade. Onde quer que eu viva, posso ser a luz e esperança do amor de Deus e orar pelas pessoas e pela cidade. Agora, quando vou de ônibus para o trabalho, oro pelos outros passageiros, pelo motorista, pelas outras pessoas nas ruas e peço a Deus que abra o coração daquelas que precisam conhecer a Jesus Cristo.
Encontramos nosso bem-estar procurando o bem-estar das outras pessoas.
Oremos pelas pessoas que procuram emprego.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Tradição vitalícia


Ensinai [as palavras do Senhor] a vossos filhos, falando delas assentados em vossa casa, e andando pelo caminho, e deitando-vos, e levantando-vos. Deuteronômio 11.19
Durante a maior parte dos nossos 60 anos de casamento, meu marido e eu temos lido juntos o No Cenáculo e a Bíblia. Muitas vezes, sentimos empatia pela experiência de algum escritor e o incluímos em nossas orações do dia. Cada mensagem enriqueceu nossa vida. No entanto, a idade avançada está cobrando seu preço e nem sempre conseguimos nos lembrar do que lemos há apenas uma hora! Isso nos incomoda, porque estas devoções são significativas demais para simplesmente nos permitirmos esquecê-las. Queremos reter o que lemos, de modo a continuarmos nos aproximando de Deus. Encontramos uma solução que está nos ajudando a reter o conteúdo da mensagem do dia. Antes de começarmos a ler, revemos a do dia anterior. Nossas memórias preguiçosas começam a despertar conforme relembramos os detalhes. Esse processo tornou-se importante para nós. Ele se baseia em um princípio que aprendemos na escola: a repetição constante ajuda a reter informações. Queremos continuar a crescer mental e espiritualmente enquanto tivermos vida física, de modo a podermos ser sempre úteis a Deus.
A repetição pode ser uma chave importante para preservar o conhecimento.
Oremos pelas pessoas que têm problemas de memória.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Curando corações partidos


[Jesus leu:] O Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu para evangelizar os pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos. Lucas 4.18

Recentemente, deparei com uma situação que me trouxe lembranças de acontecimentos dolorosos do passado. No entanto, percebi que já não sofria como antes. Na realidade, as mágoas que me foram infligidas causaram pouco dano real; mesmo assim, esses atos dolorosos foram muito difíceis na época. Ao comentar com minha mulher sobre o passado, eu disse: "Sabe de uma coisa? Isso já não tem importância". Ao que ela respondeu: "Na verdade, nunca teve". "Sim, eu sei", respondi. "Só que agora não tem importância para mim." Naquele momento, percebi que Deus havia curado meu coração. As mágoas do coração são únicas para a pessoa que as sofre. Algumas são mais profundas que outras; porém, todas as feridas nos afetam. Às vezes, elas não curam depressa. Às vezes, nos recuperamos e ficamos sem cicatrizes, mas pode ser que as marcas pareçam nunca desaparecer. Mesmo quando outras pessoas nos dizem que aquilo não deveria importar mais, ainda assim pode importar para nós. Porém, em todas as situações, se nos voltarmos para Cristo, descobriremos que Ele ainda cura corações partidos.
Deus cura corações partidos.
Oremos por alguém que esteja sofrendo por causa de uma mágoa.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Pelo poder de Deus


Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente nas tribulações. Salmo 46.1
As palavras do médico foram como um golpe no estômago: "Você tem a doença de Parkinson". Claro que não era isso que eu queria ouvir. E nem quis ouvir, alguns meses depois, que um gene mortal estava destruindo todos os órgãos do corpo de meu filho. No espaço de quatro dias, ele partiu da unidade de tratamento intensivo para o céu. Meses depois, uma tia querida foi instalada num asilo, para receber cuidados e conforto. Na noite seguinte ao funeral dela, minha mãe sofreu um grave derrame cerebral, e os médicos do atendimento de emergência concordaram que ela não podia viver sem suporte vital. Este enxame de perdas me deixou emocionalmente instável. Quando achava que estava me habituando, outra pessoa querida morria. Isso prosseguiu durante dois anos e meio. Recentemente, alguém me perguntou: "O que vai atingir sua família agora?". Francamente, não quero saber. O que sei é que estou me agarrando ao poder de Deus para atravessar estes dias de luto e dor. Esse poder é minha esperança para o futuro. Atualmente, estou frágil, mas sei que Deus é forte e capaz de me levar adiante. Como sei? A Bíblia assim me diz. Sinto-me sustentada pela presença consoladora de Deus, que vivencio em amorosos atos de bondade, praticados por Seu povo.
Quando estou fraca, Deus demonstra força.
Oremos pelas pessoas que estão chorando múltiplas perdas.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Dizer a verdade



Tendo, porém, o mesmo espírito da fé, como está escrito: Eu cri; por isso, é que falei. 2 Coríntios 4.13
Eu entrei para a igreja quando era jovem. Não sabia o que significava ser cristão. Sentia-me atraído pelas atividades da igreja: cantar, participar de vigílias de oração e comer carne de cabrito nos encontros. Nossos pais foram os primeiros a aderir a uma nova igreja em nossa região, e nós os seguimos. Muitas pessoas riam de nós porque a maioria dos membros da igreja era mais velha; era como se fosse a "igreja dos velhos". Nossa fé vacilou pela maneira como nossos amigos nos encaravam. Quando me perguntavam a qual igreja eu pertencia ou se ainda ia àquela igreja, eu mentia: "Ah, deixei de ir àquela igreja há algum tempo". Um dia, quando estava lendo a Bíblia, dei de cara com a história de Paulo. Esse apóstolo contava às pessoas a verdade sobre a vida que tinha vivido antes de conhecer a Cristo. Paulo falava com confiança, dizendo a verdade, mesmo na presença de um capitão ou de uma multidão, mesmo com as pessoas ameaçando-o de morte. Que vergonha eu não ser capaz de dizer a verdade a meus parentes, que não me machucariam! Falar sobre Cristo é parte do que significa ser cristão.
Devemos nos orgulhar do privilégio de conhecer a Cristo e devemos proclamá-lO.
Oremos para que possamos testemunhar nossa fé de boa vontade.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Nenhum pedido é insignificante



Orai sem cessar. 1 Tessalonicenses 5.17
"Você orou por causa de uma caneta perdida?", exclamou minha amiga. Assegurei-lhe de que tínhamos feito exatamente isso e que, no dia seguinte, havíamos encontrado a caneta que Bill tanto estimava, dentro do bolso de seu terno. Minha amiga achou que orar por algo tão insignificante quanto uma caneta era explorar a bondade e misericórdia de Deus. Discordei dela e expliquei que nós oramos por coisas que fazem parte do nosso dia a dia. Quando nossas orações são respondidas, festejamos com ações de graças pela bondade de Deus. Quando O incluímos em todos os aspectos de nossas vidas, sentimos proximidade e intimidade com nosso Criador. Jesus disse a Seus discípulos: "Tudo quanto pedirdes em oração, crendo, recebereis" (Mateus 21.22). Lembro-me bem de sussurrar minha súplica quando recebemos convidados inesperados para o jantar e só tinha preparado comida para os sete membros de nossa família. "Por favor, Senhor, pães e peixes" (veja Marcos 6.34-44). Deus sabe o que quero dizer com essa oração, e nunca tivemos convidados que saíssem com fome da mesa. Quer os pedidos de nossas orações sejam grandes ou pequenos, Deus responde com alegria à nossa confiança.
Todas as partes de nosso dia podem ser uma ocasião para orar.
Oremos por aqueles que tentam ter um relacionamento mais profundo com Deus