sexta-feira, 3 de junho de 2011

Oliveira verdejante




Mas eu sou como uma oliveira que floresce na casa de Deus; confio no amor de Deus para todo o sempre (Sl 52:8).

Oliveira é uma árvore baixa, frondosa, com várias ramas e de troncos retorcidos que produz azeitonas. A principal característica da oliveira é ter vida longa, atingindo cerca de até 1000 anos. Na Bíblia oliveira significa abundância, aparece como sinônimo das bênçãos divinas.
Davi tinha grandes olivais. Conhecendo a importância da oliveira e a diversidade de utilização que ela tinha, faz essa comparação do justo com uma oliveira que floresce. Davi afirma: quem confia em si mesmo e vive a praticar o que é mal será destruído, mas aqueles que buscam refúgio no amor de Deus serão como uma oliveira que floresce.
Para sermos uma oliveira que floresce precisamos estar plantados na casa de Deus. Da mesma forma que uma planta precisa estar plantada em um solo bom que lhe de condição de crescer e florescer, precisamos firmar nossas raízes em Deus.
O caminho para estarmos plantados em Deus começa com a participação de uma comunidade cristã. Não será possível florescer, se insistirmos em buscar o que é mal, se falarmos mentiras e praticarmos o que é errado.
Também, para sermos uma oliveira que floresce precisamos confiar no amor de Deus. O texto diz: sou como a oliveira que floresce e confio no amor de Deus. A atitude de ficar plantado em Deus só têm aquele que foi tocado pelo seu amor, quando compreendemos que Ele quer cuidar de nós e nos abençoar. Em João 15:5b, Jesus faz uma comparação parecida dizendo que ele é uma videira e nós somos os ramos. Ele diz: “Sem mim vocês não podem fazer coisa alguma.” Isso é confiar no amor de Deus, isto é, quando entendemos que sem Deus nada podemos fazer.
Que possamos dizer como o salmista: “Eu sou como uma oliveira que floresce”, plantado em Deus e confiante no amor de Deus.

Confiar no amor de Deus é saber que junto Dele há esperança, crescimento e vida.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Felizes



Espere no Senhor. Seja forte! Coragem! Espere no Senhor (Sl 27.14).

Certamente almejamos alcançar a vitória em vários aspectos de nossa vida. Com muito esforço e luta alcançamos várias conquistas. Mas, depois da vitória, nem sempre podemos dizer que estamos seguros e satisfeitos.
Muitas vezes após uma conquista somos tomados por um sentimento de vazio e de decepção. Podemos ficar até mais vulneráveis a derrotas.
O que gera estes problemas depois de uma vitória pode ser evitado. Primeiro não criando uma expectativa exagerada sobre o valor das conquistas. O que ocorre com freqüência é que uma expectativa muito grande é criada ao se conseguir determinada coisa. Quando se consegue alcançá-la, no lugar da satisfação vem a decepção, pois se percebe que não foi como planejado e esperado. Como uma mulher que sonha com seu casamento durante muitos anos e depois que casa fica decepcionada, pois não era bem aquilo que ela esperava.
Segundo, é preciso lembrar que por mais que tenhamos alcançado o que esperávamos, não estaremos isentos de enfrentar novas batalhas. Algumas pessoas não conseguem lidar com a realização. Pensam que depois de conquistarem determinadas vitórias não será mais necessário lutar. Colocam como alvo para sua realização, por exemplo, a compra de uma casa. Depois percebem que ainda falta comprar um carro, terminar a faculdade e uma infinidade de coisas.
Estamos isentos deste perigo se colocarmos nossa esperança em Deus. Melhor do que qualquer conquista é almejarmos as benções do Senhor. É preciso deixar toda ganância e arrogância. Não viver buscando coisas grandes demais. Quem confia no Senhor é como uma criança que depois de alimentada fica calma e quieta nos braços de sua mãe. Quem vive atrás de coisas extraordinárias e fora do seu alcance pode até conquistar várias vitórias, mas nunca estará satisfeito.

Confiar no Senhor é vitória garantida

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Encontrando a felicidade



Satisfaze-nos pela manhã com o teu amor leal, e todos os nossos dias cantaremos felizes (Sl 90.14).

Felicidade existe. Se quisermos, sempre podemos encontrar motivos para nos sentirmos contentes. Não podemos ser pessimistas achando que ser feliz é impossível. O que ocorre é que muitas vezes buscamos a felicidade no lugar errado e da forma errada.
É comum achar que a felicidade está sempre um pouco à frente, num futuro próximo: quando terminarmos um curso, quando casarmos, quando comprarmos um carro, quando tivermos um filho, etc. Assim, o presente é sempre tenso e infeliz, pois a felicidade ainda vai chegar. O problema é que nunca seremos felizes se não soubermos desfrutar as conquistas do presente. Mais do que esperar por alguma coisa que poderá acontecer é preciso atentar para as alegrias de cada dia.
Um outro problema é relacionar a felicidade com os bens materiais. Pensar que a falta de alguma coisa é motivo para não estar feliz. Se pensarmos assim, realmente a felicidade não existe, pois não é possível viver sem algum tipo de limitação financeira. É preciso saber que melhor do que a quantidade de coisas que temos é o desfrutar das coisas simples e até mais valiosas que o dinheiro. Podemos nos alegrar com a nossa honestidade, filhos, alimentos e roupas.
Felicidade existe quando vivemos com dignidade e humildade, desfrutando a cada dia do melhor que Deus nos proporciona. Podemos ser felizes mesmo diante das limitações e problemas. Se continuarmos lutando com confiança teremos a vitória. Podemos ser felizes se compreendermos que ainda vivemos uma felicidade limitada por nossas fraquezas e pelos acontecimentos negativos. Mas sua plenitude será encontrada no dia em que Jesus voltar para buscar os seus escolhidos. No céu teremos perpétua alegria e regozijo. Não haverá mais lágrimas, dores, vergonha, afronta e sim, felicidade.

A felicidade que vem de Deus nunca morrerá

terça-feira, 31 de maio de 2011

Impossíveis possíveis


Pois nada é impossível para Deus (Lc 1.37).

Um homem contava a um menino a história de Cristo curando o cego Bartimeu. Quando chegou ao ponto em que o Senhor pergunta ao cego: “Que queres que eu te faça?”, pergunta ao jovem amigo: “O que você pediria a Cristo se fosse o cego?” “Oh”, disse a criança, com semblante empolgado e olhos faiscantes, "eu pediria um lindo cachorro com coleira e corrente para me guiar”.
Esta história ilustra como em várias situações não enxergamos que Deus pode fazer muito mais do que pedimos ou pensamos.
O pensamento comum ensina a impossibilidade de mudança para muitos problemas e males da vida. O inimigo tenta nos convencer que para o nosso caso não existe esperança. Mas Deus nos ensina que para Ele não há impossíveis em todas as suas promessas.
A Bíblia apresenta, na vida de Jesus, milagres extraordinários em que Ele faz o que todos chamariam de impossível. Deus pode realizar o impossível em nossas vidas. Quando buscamos a Deus, o Deus dos impossíveis, nossa fé é fortalecida e passamos a experimentar o que antes era impossível.
É necessário estarmos atentos para não nos afastarmos de Deus. Quem se afasta de Deus está decretando a falência da fé, tornando impossíveis até mesmo as coisas simples de resolver.
Se existem muitos problemas, se não estamos enxergando as soluções de Deus, precisamos olhar para Deus, nos aproximar dEle, lembrando que Ele é onipotente, capaz de fazer o impossível em nossas vidas.
E você? O quem tem pedido a Jesus diante de seus problemas e limitações. O que você quer de Deus? Voltar a ver ou um cachorro com coleira? Freqüentemente nós pedimos o cachorro do homem cego ao invés da vista do homem que enxerga.
"Que queres que te faça? Respondeu ele: Senhor, que eu veja" (Lucas 18:41). Que esta seja a nossa resposta a Jesus diante dos “impossíveis”.

Ninguém pode questionar a capacidade de Deus em realizar o impossível.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Fazer o que?



Assim, quer vocês comam, bebam ou façam qualquer outra coisa, façam tudo para a glória de Deus (1Co 10.31).

Temos, como um presente especial durante a nossa vida, a possibilidade de realizarmos diversas atividades. Devemos viver e desfrutar cada momento com alegria. Mas, diante de tantas ações, é perigoso ficarmos sobrecarregados e darmos prioridade ao que não é importante. Mais do que fazer coisas durante a vida, precisamos de sabedoria para discernir o que devemos fazer e quanto podemos fazer.
Quem deve guiar nossas atividades é o nosso Deus. Somente em comunhão com Ele teremos direção para fazer o que as nossas mãos tiverem que fazer.
Diariamente precisamos questionar nossas ações. Devemos fugir do erro de assumir uma carga muito grande de compromissos e não dar conta de cumpri-los. Devemos nos concentrar nas prioridades.
Diante de tantas atividades, cursos, trabalhos, esportes, lazer, família, igreja, precisamos nos manter responsáveis naquilo que assumimos. Para isso não podemos cair no erro do ativismo. É muito comum as pessoas fazerem muitas coisas ao mesmo tempo e acabarem não fazendo nada direito. É preciso abandonar o ativismo. Essa impressão de que o simples fato de estar fazendo alguma coisa nos faz pensar que estamos bem.
Fazer o quê? Pode ser hora de voltar a fazer coisas antigas que abandonamos por falta de tempo. Talvez devamos nos preocupar mais em ajudar outras pessoas, fazer o bem aos nossos inimigos. Ações humildes que visam a glória de Deus, mais que promoção pessoal. Descubra o que você deve fazer. Mas, independente do que estiver realizando, faça-o com alegria e gratidão a Deus, sem murmurações e discussões.
Um dia nossa vida terrena chegará ao fim. Ai não haverá mais o que fazer aqui, nem poderemos. Por isso, devemos nos dedicar com toda a nossa força àquilo que é a vontade de Deus para a nossa vida.

Faça tudo o que for da vontade de Deus

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Culpa equilibrada



A vereda do justo evita o mal; quem guarda o seu caminho preserva a sua vida (Pv 16.17).

Andar por caminhos errados causa um sentimento chamado culpa. Sentir culpa é importante e ajuda na decisão de buscar correção. Mas, se não for sentida de forma sensata e equilibrada, pode causar grandes problemas emocionais.
Existe o sentimento de culpa em excesso. Muitas pessoas vivem se desculpando sem mesmo saber por quê. A frase “desculpe alguma coisa” é característica do que estamos falando. Não é bom culpar-se por tudo. Um atraso, um esquecimento, um pensamento maldoso entre outras coisas comuns que acontecem; é comum sentir culpa nestas situações, mas esse sentimento não deve crescer a ponto de dominar a mente atingindo dimensões maiores do que deveriam. A intensidade do sentimento de culpa deve ser proporcional ao ato praticado.
Diante das falhas, mais do que ficar lamentando, é preciso admitir o erro e buscar corrigir o que for possível. Lembrar do amor de Deus, de sua misericórdia e perdão. Se Deus nos perdoa, por que nós não vamos nos perdoar? Para nosso bem estar precisamos aprender perdoar a nós mesmos.
Existe também um outro lado da questão. A falta de sentimento de culpa. Pessoas que ignoram a culpa e diminuem esse sentimento, mesmo quando cometem grandes erros. Dizem: “não foi minha culpa”. Tem desculpa para tudo. Culpam os outros e as circunstâncias pelos seus erros. Essa é uma atitude ainda pior. Não sentir-se culpado quando se erra demonstra orgulho e falta de arrependimento. Da mesma forma que não devemos sentir culpa de forma exagerada não podemos ignorar a culpa.
É preciso buscar um equilíbrio no sentimento de culpa. A melhor forma de resolver isso é temer a Deus, desviar e evitar o mal. Evitando o mal estamos evitando a culpa. Buscar uma vida reta é buscar uma vida de paz, livre do peso da culpa.

O proceder honesto é o caminho para aliviar a culpa

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Não dá pra contar




Quem poderá descrever os feitos poderosos do Senhor, ou declarar todo louvor que lhe é devido? (Sl 106:2).

É comum tentar descrever alguma coisa para outra pessoa e não conseguir. Não encontramos palavras, não temos argumentos suficientes para explicar o que queremos demonstrar. Como descrever uma viagem que fizemos? Como explicar o gosto de um alimento que comemos? Imagine como fica mais difícil tentar descrever a obra de Deus. É impossível fazer isso porque os feitos do Senhor são mais do que se podem contar.
Por mais que existam várias mensagens escritas descrevendo quem é Deus, como ele realiza a sua vontade, quais os benefícios na vida de seus filhos, só pode saber realmente quem é Deus aquele que o conhece, que já experimentou a sua presença.
É preciso buscar conhecer a Deus. Conhecer não apenas através de algo que ouvimos falar sobre ele. Não um conhecimento de segunda mão. Jó disse no final de seu livro que por grande tempo conheceu Deus só de ouvir, mas naquele momento os seus olhos podiam vê-lo. Não podemos nos contentar em apenas conhecer Deus à distância.
Qual será o conhecimento que temos de Deus? Temos experimentado sua presença? A presença e a obra de Deus na vida dos seus acrescenta a maior realização que alguém pode almejar. São muito felizes aqueles que estão com Deus, diz o v. 3 de nosso texto.
Quando ouvimos falar de uma comida boa, ou de uma cidade interessante ficamos curiosos, querendo experimentar e conhecer. Pelo que ouvimos falar de Deus temos suficiente argumento para nos motivarmos a buscar conhecê-lo. Enquanto algumas coisas que ouvimos falar não podemos experimentar, por estarem distante de nosso alcance, Deus está perto e nos diz: Vinde a mim, vós que estais cansados e sobrecarregados. Achegue-se a Deus, e ele se achegará a você. Comece a conhecê-lo se você já o conhece, prossiga conhecendo-o um pouco mais a cada dia.

O conhecimento vem com a experiência.